Jornal O Globo
A Marinha Brasileira incorporou nesta sexta-feira a primeira fragata da classe Tamandaré, uma das principais apostas da força na modernização da esquadra. Outros três navios do modelo, fabricado pelo consórcio SPE Águas Azuis, já estão na fila para os próximos anos. No evento, um Memorando de Entendimento foi assinado prevendo a entrega de mais um lote de navios, dobrando para oito a quantidade de fragatas previstas. É a primeira fragata construída no Brasil desde 1980. Leia mais: Mais de 3 mil toneladas e porte de guerra: veja como é a fragata ‘Tamandaré’, navio que será lançado pela Marinha Paolo Zampolli: saiba quem é o aliado de Trump que chamou brasileiras de 'raça maldita' e 'programadas para causar confusão' A Marinha afirma que a incorporação do navio é "um salto tecnológico" para a força. Fruto de uma parceria tecnológica com a Alemanha, as fragatas Tamandaré tem "capacidade de atuar contra ameaças de superfície, aéreas e submarinas", sendo equipadas com sensores e armamentos modernos. O navio foi projetado seguindo os padrões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e é dotado de características stealth, sendo mais dificilmente detectado por radares. O navio tem 107 metros de comprimento, podendo atingir uma velocidade máxima de 47 km/h e capacidade de transportar uma tripulação de 154 militares. Marinha mostra como é a nova fragata Tamandaré Divulgação Contemplada pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a primeira fragata começou a ser produzida em setembro de 2022, tendo passado por testes entre agosto e dezembro do ano passado. A previsão é que as próximas fragatas da classe, batizadas de Jerônimo de Alburquerque, Cunha Moreira e Mariz e Barros, sejam incorporadas em 2027, 2028, e 2029, respectivamente. O Memorando de Entedimento, que prevê um novo lote de navios, foi assinado pela Marinha com a empresa alemã Thyssenkrupp Marine Systems, que forma o consórcio SPE Águas Azuis juntamente com a brasileira Embraer. Segundo a Marinha, essa primeira fragata "terá papel importante na proteção da Amazônia Azul, sendo essencial para o monitoramento e controle do espaço marítimo, para a defesa das ilhas oceânicas, proteção de estruturas críticas e para salvaguarda das comunicações marítimas de interesse nacional".
Go to News Site