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Cerveja brasileira maturada em castanheira vence Copa do Mundo nos EUA | Collector
Cerveja brasileira maturada em castanheira vence Copa do Mundo nos EUA
Jornal de Brasília

Cerveja brasileira maturada em castanheira vence Copa do Mundo nos EUA

Estava sentada na cadeira da manicure aqui em Roma, com a mala já fechada, passaporte na bolsa e voo marcado para amanhã cedo, quando minha fonte de Campinas me ligou com aquela voz de quem acabou de ganhar na loteria. A Daoravida Brewpub conquistou ouro no World Beer Cup 2026, nos Estados Unidos, na categoria Wood-and-Barrel-Aged Strong Beer, a mais concorrida da casa. A cerveja se chama Terminus 2026 e, pode anotar, esse nome vai circular bastante. A competição não é brincadeira: reuniu 8.166 amostras de 1.644 cervejarias de 50 países, avaliadas às cegas por 255 jurados internacionais. O Brasil, pasmem, foi o quinto país com mais inscrições, mandando 164 cervejas de 37 cervejarias. A Terminus 2026 foi maturada em barris de castanheira brasileira, e entrega caramelo, toffee, rapadura, frutas secas e chocolate amargo com aquele acabamento seco e persistente que faz o júri parar e perguntar: de onde veio isso? Maturada em barris de castanheira, a Terminus 2026 combina notas de caramelo, toffee, rapadura, frutas secas e chocolate amargo | Divulgação Terminus 2026, cerveja criada pela Daoravida Brewpub, de Campinas (SP) | Divulgação Conhecida como Copa do Mundo da Cerveja, a competição de maior prestígio internacional reuniu 8.166 amostras de 1.644 cervejarias de 50 países | Divulgação O bastidor tem história. O projeto Terminus começou em 2021 e virou uma máquina de medalhas. As duas últimas safras conquistaram prêmios nos quatro Grand Slams da cerveja, o que a turma do setor chama de “slam completo”: World Beer Cup, World Beer Awards, European Beer Star e Brussels Beer Challenge. Wagner Falci, co-fundador e cervejeiro, e Michele Gimenez, co-fundadora, construíram isso num brewpub, que é basicamente um bar que produz a própria cerveja, sem estrutura industrial e sem multinacional por trás. Nas redes, a notícia chegou antes de qualquer nota oficial. Cervejeiros, sommelier e entusiastas começaram a compartilhar ainda no horário americano, e o nome Daoravida entrou nos grupos de WhatsApp de quem acompanha o mercado artesanal brasileiro. Michele Gimenez postou com a frase certeira: a cerveja mais premiada deles até então foi superada pela safra nova, o que prova que o projeto continua crescendo. Um brewpub de Campinas, usando madeira nativa que boa parte da indústria cervejeira nem sabe pronunciar, saiu campeão numa competição que celebra seu 30º aniversário em 2026. A Cátia vai embarcar de volta pro Brasil pensando numa coisa só: essa Terminus 2026 vai ser difícil de encontrar e impossível de ignorar.​​​​​​​​​​​​​​​​

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