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Ex-presidente do BRB articulou entrada do Master via empresários, revela auditoria
Revista Oeste

Ex-presidente do BRB articulou entrada do Master via empresários, revela auditoria

Uma investigação independente revelou que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), teria articulado a entrada de fundos ligados ao Banco Master e à gestora Reag como acionistas ocultos do banco, utilizando empresários influentes do Distrito Federal para viabilizar a operação, conforme relatório entregue pela auditoria à atual gestão da instituição, conforme divulgou o jornal Folha de S.Paulo. + Leia mais notícias de Economia em Oeste O documento detalha a participação de Costa em dois processos de aumento de capital privado realizados entre 2024 e 2025, com o objetivo de fortalecer o BRB e permitir a aquisição, por valores bilionários, de carteiras consideradas falsas do Banco Master. Segundo a auditoria, Costa recorreu ao influenciador Leonardo Ávila e ao empresário Adalberto Valadão Júnior para contornar as regras que limitavam a subscrição de ações a acionistas já habilitados. Estratégias e nomes envolvidos na triangulação Ávila, filho de um conhecido empresário do setor imobiliário, e Valadão Júnior, presidente do sindicato da construção civil local, foram procurados para transferir seus direitos de subscrição de ações aos fundos Borneo e Verbier, ambos ligados ao Master e à Reag. Mensagens e e-mails analisados indicam envolvimento direto de Costa na articulação, incluindo a preparação dos contratos e a indicação dos fundos e quantidades de ações para a equipe técnica do BRB. “Diante desse impedimento [participação direta dos fundos no ACP], delineou-se uma arquitetura de triangulação claramente irregular, pois buscava burlar o direito de preferência pré-estabelecido”, diz o relatório elaborado pelo escritório de advocacia Machado Meyer, com suporte técnico da consultoria Kroll. Segundo o documento, a WNT DTVM, administradora do Verbier, transferiu R$ 130 milhões em nome de Valadão, enquanto o Borneo fez o mesmo em nome de Ávila, que depois adquiriram as ações. https://www.youtube.com/watch?v=LSKsqjcWgGk O fundo Borneo tem como beneficiários os três filhos de João Carlos Mansur, ex-proprietário da Reag, liquidada pelo Banco Central em 15 de janeiro. O relatório indica ainda que o fundo Verbier, chamado até 2024 de Cabreúva, seria de propriedade do ex-sócio do Master, Maurício Quadrado, o que este nega. A participação de pessoas ligadas ao “ecossistema Master” no BRB teria saltado de 0,0007% para 23,5% entre o início de 2024 e o final de 2025, conforme apontou a auditoria. Defesas e negativas dos envolvidos Em nota, o grupo de Ávila afirmou que a cessão de direitos ocorreu sem qualquer vantagem pessoal, dentro da lei, e que “não há —nem nunca houve— nenhuma relação comercial, profissional ou de serviços com o Banco Master, Reag ou seus acionistas investigados”, afirmou a assessoria, ao destacar que o procedimento foi homologado pelo Banco Central. A defesa de Valadão Júnior declarou que ele não obteve ganho financeiro e está à disposição das autoridades, tendo prestado todos os esclarecimentos à auditoria. “As informações apresentadas na referida petição não correspondem à realidade dos fatos, uma vez que não houve qualquer ganho financeiro por parte de Adalberto na operação em questão", afirmou a defesa. "Ressalte-se, ainda, que os devidos esclarecimentos já foram prestados, há algumas semanas, diretamente à equipe responsável pela condução da auditoria interna no BRB.” https://www.youtube.com/watch?v=L6F8FLgMyOw Maurício Quadrado negou ser beneficiário do fundo Verbier e classificou as conclusões do relatório como “totalmente equivocadas, sem fundamentação técnica e não correspondem à verdade dos fatos”. Ele ressaltou não conhecer Valadão e nunca ter sido dono dos fundos Verbier e Cabreúva, que, segundo ele, tratam-se de um mesmo fundo que mudou de nome em 2024. A defesa de Paulo Henrique Costa não comentou o caso. O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve, na sexta-feira 24, a decisão que determinou a prisão do ex-presidente do BRB no último dia 16, por suspeita de ocultação de seis imóveis recebidos como propina de Daniel Vorcaro. Nem a defesa de Vorcaro, nem representantes da Reag e de Mansur, responderam aos contatos até o fechamento desta reportagem. O relatório da auditoria foi encaminhado às autoridades, e o BRB acionou o Judiciário para bloquear as participações acionárias de pessoas envolvidas na Operação Compliance Zero. O pedido do banco foi acatado pelo juiz responsável. Leia também: “Os tentáculos do Master" , artigo de Carlo Cauti na Edição 305 da Revista Oeste O post Ex-presidente do BRB articulou entrada do Master via empresários, revela auditoria apareceu primeiro em Revista Oeste .

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