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Virginia Fonseca enfrenta nova queda de cabelo e especialistas explicam o que é alopecia areata | Collector
Virginia Fonseca enfrenta nova queda de cabelo e especialistas explicam o que é alopecia areata
Jornal O Globo

Virginia Fonseca enfrenta nova queda de cabelo e especialistas explicam o que é alopecia areata

Virgínia Fonseca usou as redes sociais para compartilhar com os seguidores um novo episódio relacionado à saúde capilar. A influenciadora revelou que voltou a enfrentar um quadro de alopecia areata, condição autoimune que provoca queda de cabelo em áreas específicas do couro cabeludo e que já havia surgido anteriormente em sua rotina. Sobrancelhas falhadas: o que pode causar a perda de pelos nessa região Alopecia feminina: Maiara abre debate sobre cabelo natural e especialistas explicam como lidar com a queda dos fios Em um desabafo publicado online, Virgínia explicou que reconheceu os sinais ainda no início. "Apareceu uma alopecia em mim, gente, de novo… Na época da minha base surgiram três, tratei e ficou tudo certo. Agora, com essa, vou tratar e vai dar tudo certo também, se Deus quiser", disse. A condição, segundo especialistas, atinge cerca de 2% da população e representa uma parcela significativa dos atendimentos dermatológicos no país. De acordo com o dermatologista Daniel Cassiano, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional São Paulo (SBD-RESP), trata-se de um quadro caracterizado por falhas arredondadas na perda dos fios. "A alopecia areata é uma condição caracterizada pela queda de cabelo em áreas localizadas, com falhas arredondadas", detalha. Sem uma causa única definida, a doença tem forte relação com fatores genéticos e pode ser desencadeada ou agravada por situações como estresse, gravidez, traumas físicos, infecções e outras condições autoimunes. O médico detalha ainda que a extensão do quadro varia de paciente para paciente. "A extensão da perda de fios pode variar de paciente para paciente, restringindo-se, geralmente, a pequenas áreas arredondadas no couro cabeludo. Mas, em alguns casos, a perda capilar pode afetar todo o couro cabeludo e até outras regiões do corpo que tenham pelos, como as sobrancelhas e cílios", afirma. Apesar das diferentes manifestações, especialistas reforçam que, na maioria dos casos, a alopecia areata não leva à perda permanente dos fios e pode apresentar boa resposta ao tratamento. A dermatologista Jade Cury, presidente da SBD-RESP, explica que o objetivo das terapias atuais é controlar a evolução do quadro e evitar novas falhas. "Os tratamentos disponíveis atualmente visam o controle da doença, reduzindo falhas e evitando o surgimento de novas áreas sem cabelos. O médico pode indicar medicamentos tópicos e orais, que não se restrigem ao minoxidil e à finasterida e incluem também corticoesteroides e imunomoduladores, por exemplo. Além disso, podem ser indicados também procedimentos como a fototerapia e até intervenções no estilo de vida com o objetivo de controlar fatores emocionais, por exemplo", acrescenta. A médica também destaca a importância do diagnóstico precoce para melhores resultados terapêuticos. "Por falta de conhecimento sobre a alopecia areada, muitas pessoas só procuram um dermatologista quando os sintomas já estão avançados. E o diagnóstico precoce contribui para uma melhor resposta terapêutica", observa. Além do impacto clínico, a especialista chama atenção para os efeitos emocionais da condição, que podem afetar autoestima e qualidade de vida. "Apesar de não ser contagiosa ou trazer riscos diretos à saúde física, é uma condição que provoca grande impacto estético e emocional, afetando autoestima, vida social e bem-estar psicológico", completa.

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