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Crime com lugar marcado: menos de 4% do território de São Paulo concentra um quarto de todos os roubos de celular | Collector
Crime com lugar marcado: menos de 4% do território de São Paulo concentra um quarto de todos os roubos de celular
Jornal O Globo

Crime com lugar marcado: menos de 4% do território de São Paulo concentra um quarto de todos os roubos de celular

Os dados do Mapa do Crime, ferramenta interativa do GLOBO, escancaram como a criminalidade se concentra em poucos nacos de São Paulo. No caso dos roubos de celular, um quarto de todas as ocorrências de 2025 aconteceram em apenas 3,7% da área total da capital — que engloba o Centro expandido, poucos quarteirões em Pinheiros e um corredor na Zona Sul entre os distritos do Capão Redondo, Campo Limpo e Jardim Herculano. CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME A SITUAÇÃO DOS ROUBOS NA SUA RUA Um reduto boêmio é o ponto de maior concentração de roubos de celular no ano passado. O triângulo formado pelas ruas Álvaro Anes, Cunha Gago e Edson Dias, na região apelidada de Baixo Pinheiros, está na circunferência com 100 metros de raio com o maior número de ocorrências de toda a cidade, com 132 roubos ao todo. O endereço exato que registrou mais subtrações de aparelhos pelo segundo ano seguido foi o do Terminal Rodoviário do Tietê (Avenida Cruzeiro do Sul, 1800), com 48 casos. O segundo colocado é o Estádio do Canindé, casa da Portuguesa, que registrou 46 roubos. Mapa do Crime SP Editoria de Arte/ O GLOBO Os roubos de carro e moto seguem um padrão parecido: os pontos quentes das duas modalidades ficam predominantemente na Zona Sul. No caso dos ataques a motoristas, os quatro endereços que concentram mais casos em raios de 500 metros ficam todos no Jardim Herculano, num corredor que começa na Avenida dos Funcionários Públicos até a Estrada do M'Boi Mirim. O endereço recordista de ocorrências é o Hospital Municipal de Parelheiros (Rua Euzébio Coghi, 841), no extremo Sul, onde oito casos foram registrados. Já quando os alvos são motociclistas, sete dos dez pontos com maior número de casos também ficam na Zona Sul. O recorde fica na circunferência com raio de 500 metros nos arredores do encontro da Estrada Pirajussara Valo Velho com a Avenida Carlos Lacerda, no Capão Redondo. Os principais focos de roubos de rua na cidade seguem no Centro Histórico, mesmo com a queda nos registros da região. O raio de 100m no entorno do encontro da Rua São Bento com a Praça do Patriarca é o mais perigoso de São Paulo para esse tipo de crime, com 64 registros em 2025. Ao longo dos anos, os pontos recordistas migraram apenas alguns quarteirões: em 2024, a maior concentração foi na Avenida São João, na altura do Largo do Paissandú, e no ano anterior foi na Praça da Sé. Mapa do crime de SP Editoria de arte / O GLOBO O que é o Mapa do Crime de São Paulo? O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial. Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos. Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas.

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