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​Seis anos após morte brutal, assassinato de grávida em Deodoro começa a ser desvendado pela tecnologia; entenda | Collector
​Seis anos após morte brutal, assassinato de grávida em Deodoro começa a ser desvendado pela tecnologia; entenda
Jornal O Globo

​Seis anos após morte brutal, assassinato de grávida em Deodoro começa a ser desvendado pela tecnologia; entenda

Seis anos depois, a morte da manicure Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos, que estava grávida de oito meses quando foi assassinada, começa a ser desvendada. Uma perícia que comparou imagens de câmeras com registros feitos pela polícia identificou Washington Franklin Souza da Silva, conhecido como Bolinho, como o homem que levou a jovem para uma área próxima à linha férrea onde o corpo dela foi encontrado. Estacionamentos rotativos no Rio serão pagos de forma digital a partir de agosto Vitrais da Candelária são retirados para restauração pela primeira vez em 127 anos A conclusão veio com uma perícia antropométrica, que comparou a filmagem feita por policiais após o suspeito prestar depoimento na delegacia com a do homem que aparece num vídeo de câmeras de segurança levando Thaysa para perto dos trilhos. A análise, feita por peritos da Divisão de Evidências Digitais e Tecnologia (Dedit), da Coordenadoria de Inteligência e Segurança do Ministério Público do Rio (MPRJ), confirmou que se trata de Washington nas duas gravações, o que fez as investigações avançarem. Casado, ele teve um caso extraconjugal com a vítima e era apontado como o pai da criança que ela esperava. Thaysa tinha dois filhos, frutos de um relacionamento anterior, e aguardava a chegada de Ysabella, que nasceria em outubro de 2020. 'Eu nunda duvidei do autror do crime', conta mãe de Thaysa Campos, assassinado em 2020 Thaysa foi encontrada morta, sem a filha que levava no ventre, em 10 de setembro de 2020, em Deodoro, na Zona Oeste. Ela havia desaparecido na madrugada do dia 4 daquele mês, após ter seus passos interceptados por um homem quando voltava da casa de uma amiga. Segundo um laudo cadavérico, a vítima foi assassinada entre a última vez que foi vista com vida e o dia 5. ‘Maldoso e cruel’ No mês passado, o promotor Fábio Vieira, do Segundo Tribunal do Júri do Rio, fez um aditamento a uma denúncia anterior e apontou Bolinho como responsável pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e aborto. Com isso, Washington tornou-se réu pela morte de Thaysa. Como não há prisão decretada, ele continua em liberdade. Belga é suspeito: Turista canadense torturado no Rio segue internado no Souza Aguiar Na denúncia, Fábio Vieira alega que o homicídio foi praticado por motivo fútil, já que o suspeito, por ser casado, estava insatisfeito com a paternidade atribuída a ele pela vítima. O exame cadavérico da manicure não localizou vestígios de placenta ou cortes que pudessem indicar a retirada do feto por ato cirúrgico. Mas o documento deixa claro que a vítima deu à luz. O laudo, no entanto, não indica se isso ocorreu quando Thaysa estava viva ou após a morte. — Foi algo maldoso e cruel. Não temos dúvidas da autoria do crime. A perícia concluiu que a pessoa no vídeo é Washington — disse o promotor. Já o advogado Zoser Hardman, contratado pela família da vítima e habilitado no processo como assistente de acusação, afirma que outras pessoas podem estar envolvidas no crime: — O laudo aponta que a vítima foi morta em local diferente de onde foi encontrada. Dificilmente uma pessoa conseguiria transportar o corpo sozinha. Para mim, a retirada do feto ocorreu para impedir exame de DNA. Como a análise foi feita Para concluir que era Washington nas duas gravações, a perícia verificou uma série de parâmetros que caracterizam cada indivíduo, como padrão e sincronicidade da marcha (como modo de andar e balanço dos braços), tipologia da pisada (que parte do pé dá o toque inicial no solo), curvatura cervical, movimentação do quadril e inclinações do tronco. — Nosso corpo é como uma chave que só abre uma fechadura. Ele deixa rastros, e nós somos únicos. Qualquer parte do corpo pode servir como chave para identificar alguém — explica Maria do Carmo Garglione, diretora do Dedit. FOTOS: mar caribenho impressiona e leva banhistas às praias do Rio Washington negou a autoria do crime. Disse ter falado pela última vez com a vítima no dia 2 de setembro de 2020, por mensagem, e que, das 22h do dia 3 até 1h do dia 4, quando Thaysa desapareceu, estava bebendo com uma vizinha. Apelo Procurada, a defesa dele afirmou que “a acusação se baseia tão somente em uma perícia inapta, ilegal e arbitrária, que comparou uma filmagem incompreensível, na qual sequer aparece o rosto ou a fisionomia do indivíduo, com aspectos corporais do acusado na saída de seu depoimento”. Acrescentou que “é prematuro e inverossímil afirmar que há motivo fundamentado para a deflagração penal”. Além disso, reforçou que o acusado “estava em local diverso no momento estimado do crime”. Mãe de Thaysa, Jaqueline Campos diz que os netos não sabem a forma trágica como a mãe morreu. E faz um apelo: — Acredito que agora vamos descobrir a verdade e saber onde está a criança (que Thaysa esperava): se está viva, morta. Quero saber o que aconteceu com a minha neta. Peço ajuda a quem souber de algo. Initial plugin text

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