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'O sistema funcionou. Estávamos seguros', diz  procurador-geral interino dos EUA após disparos em jantar para jornalistas
Jornal O Globo

'O sistema funcionou. Estávamos seguros', diz procurador-geral interino dos EUA após disparos em jantar para jornalistas

Em entrevista a jornalistas da NBC neste domingo, o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, disse que o incidente com tiros durante o jantar de correspondentes em Washington, mostrou que o perímetro de segurança ao redor do presidente americano, Donald Trump, e seus assessores "funcionou bem" para neutralizar rapidamente a ameaça. 'Lobo solitário', agente baleado e reação internacional: o que se sabe sobre disparos no jantar dos correspondentes da Casa Branca Veja vídeos e foto do suspeito: Trump deixa jantar com autoridades e jornalistas em Washington após disparos — Não podemos esquecer que o suspeito não foi muito longe. Ele mal ultrapassou o perímetro — disse Blanche, que também estava no salão. — O sistema funcionou. Estávamos seguros, o presidente Trump estava seguro. Horas após os disparos no Washington Hilton, que levaram à retirada às pressas de Trump e de integrantes de seu gabinete do jantar de correspondentes da Casa Branca, o FBI iniciou buscas na casa de Cole Tomas Allen, suspeito pelo ataque, em Torrance, nos arredores de Los Angeles, na madrugada deste domingo. Moradores da região se reuniram nas calçadas enquanto helicópteros policiais sobrevoavam a área e veículos das forças de segurança, com luzes vermelhas e azuis piscando, bloqueavam a rua. Natural da Califórnia, Allen, segundo o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, estava armado com facas, uma espingarda e uma pistola e havia se hospedado no Washington Hilton. Carroll ainda afirmou que as autoridades investigam se o alvo era, de fato, o presidente, mas acreditam que o suspeito agiu sozinho. Em um pronunciamento na Casa Branca, após o incidente, Trump disse que o homem “provavelmente era um atirador solitário” e o classificou como “uma pessoa muito doente”. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa após o incidente no Washington Hilton Salwan Georges / The New York Times — A minha impressão é que é um lobo solitário — disse Trump. — É sempre chocante quando algo como isso acontece. Já aconteceu outras vezes comigo. Eu ouvi um barulho e achei que tinha caído uma bandeja. Provavelmente eu devia ter abaixado mais rapidamente. Fomos retirados muito rapidamente. O desempenho da polícia foi muito bom. Foi muito rápido. O prefeito de Torrance, George Chen, condenou o ataque, afirmando que as ações do suspeito não refletem os valores da cidade nem de seus moradores. Initial plugin text — Esta noite, nossa comunidade se une ao país na condenação do incidente violento ocorrido em Washington durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca — disse Chen, classificando a ligação do suspeito com a cidade como “profundamente preocupante”. — Torrance é uma comunidade construída com base no respeito, diversidade, trabalho árduo e segurança pública. Com o quarteirão em frente à casa do suspeito isolado pela polícia local e agentes do FBI, multidões de moradores se aglomeravam para ver a casa de dois andares, enquanto as autoridades aguardavam um mandado de busca. Torrance é uma cidade com cerca de 150 mil habitantes, localizada a sudoeste do centro de Los Angeles. Outrora povoada principalmente por operários das indústrias aeroespacial e automotiva, hoje é reconhecida por sua força de trabalho qualificada na área da saúde e por seus profissionais de escritório, além da proximidade com praias populares. O valor médio dos imóveis na cidade ultrapassa US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões, na cotação atual), embora o bairro ao redor da casa do suspeito fosse um pouco mais modesto. Disparos no Washington Hilton Imagens de câmeras de segurança divulgadas por Trump, do hotel Washington Hilton, onde acontecia o jantar anual dos correspondentes da Casa Branca, mostram uma pessoa passando correndo por seguranças, que então se viram e a perseguem. Citando fontes policiais, a rede americana CBS News afirmou que, pelo menos, cinco a oito tiros foram disparados. Suspeito de ataque durante jantar de Trump foi preso Reprodução/Redes sociais Dentro do próprio salão de baile, onde mais de 2 mil pessoas estavam reunidas para o evento, imagens mostraram Trump e a primeira-dama, Melania Trump, em seus lugares em um palco na frente do salão conversando com outros convidados, quando fortes estrondos foram ouvidos à distância. Eles aparentemente perceberam a comoção na sala e foram retirados às pressas do palco pela segurança, enquanto alguns convidados se abrigaram. Vários agentes do Serviço Secreto correram para o palco, portando armas, enquanto os participantes se abaixavam para se esconder sob as mesas redondas. Entenda: Trump diz que 'atirador' foi preso em Washington; americano foi retirado às pressas de jantar após cinco disparos A sala foi brevemente isolada, antes de ser anunciado que o evento seria adiado e remarcado. Os participantes foram retirados da sala, e muitos tentaram noticiar os acontecimentos. Além de Trump e Melania, integrantes da alta cúpula do governo estavam presentes, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., que foi visto sendo escoltado por agentes de segurança durante a confusão. Scott Bessent (secretário do Tesouro), Tulsi Gabbard (diretora de inteligência nacional), Sean Duffy (secretário de Transportes) e Karoline Leavitt (secretária de imprensa) também estavam no local. Quem é o suspeito A mídia americana citou fontes policiais que identificaram o suspeito como Cole Tomas Allen, de Torrance, Califórnia. Ele disse às autoridades policiais que queria atirar em funcionários do governo Trump, segundo duas fontes ouvidas pela CBS. Em uma coletiva de imprensa, o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, disse que o suposto atirador era um hóspede do hotel onde o evento estava ocorrendo e que ele estava "armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas". Ainda de acordo com as fontes, ele trabalhava para uma empresa de aulas particulares em Torrance chamada C2 Education. Em dezembro de 2024, ele recebeu o prêmio de "Professor do Mês" da empresa. Jeanine Pirro, procuradora federal pelo estado de Washington, afirmou que o suspeito enfrenta duas acusações: uso de arma de fogo durante crime violento e agressão a agentes federais com arma perigosa.

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