Jornal O Globo
O corpo de Julia Vitoria Sobierai Cardoso, de 23 anos, deve ser sepultado na manhã desta segunda-feira, 27 de abril, em Navegantes, no litoral de Santa Catarina, cidade natal da estudante de medicina encontrada morta dentro de casa em Ciudad del Este, no Paraguai. Enquanto familiares e amigos se despedem da jovem, autoridades paraguaias mantêm as buscas por Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, ex-namorado da vítima e principal suspeito do crime. Mapa do Crime São Paulo: ferramenta do GLOBO revela dinâmica dos roubos na cidade 'Cidade dos bilionários': Hackers desviam ao menos R$ 12 milhões de prefeitura em Santa Catarina Julia foi encontrada morta no apartamento onde morava, no edifício El Galo, na avenida Capitán del Puerto, no bairro Obrero. O corpo foi localizado por vizinhas que entraram no imóvel por volta das 19h de sexta-feira. A estimativa inicial da investigação aponta que o crime tenha ocorrido por volta do meio-dia. A perícia constatou que a jovem sofreu 67 golpes de arma branca. Segundo Osvaldo Zaracho, promotor responsável pelo caso, 60 ferimentos foram provocados por uma tesoura de cutícula e outros sete por uma faca. Entre os golpes de faca, dois atingiram o pescoço da vítima. Os dois objetos foram encontrados na cena do crime. No apartamento, investigadores recolheram vestígios que agora integram a apuração. De acordo com Zaracho, havia "pegadas de calçados e de pés descalços, rastros em vidros e móveis, além de manchas de sangue." Discussão antes do crime reforça suspeita Na linha do tempo reconstruída até agora, um relato passou a ser considerado central na investigação. Na manhã de sexta-feira, a colega que dividia a casa com Julia ouviu uma discussão no quarto da vítima. Segundo o depoimento, naquele momento Julia estava com o ex-namorado, com quem havia encerrado um relacionamento cerca de cinco meses antes. Desde então, a polícia e o Ministério Público intensificaram as buscas por Vitor Rangel Aguiar. Por ordem judicial, equipes fizeram diligências no edifício Hala, no bairro Catedral, onde moram um irmão e uma irmã do suspeito, mas ele não foi localizado. Segundo a investigação, os familiares disseram desconhecer seu paradeiro, e o celular do irmão de Vitor foi apreendido. Tratado como feminicídio pelas autoridades paraguaias, o caso segue sob investigação enquanto a polícia tenta localizar e prender o principal suspeito pelo assassinato da estudante brasileira.
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