Jornal O Globo
A Segura, uma plataforma de inteligência artificial brasileira cujo negócio é azeitar a relação entre corretores e seguradoras, levantou R$ 45 milhões em rodada de investimento “semente” (seed). O aporte é coliderado pelas gestoras a16z, de Marc Andreessen e Ben Horowitz, e Kaszek, de cofundadores do Mercado Livre e que já investiu em “unicórnios” locais como Nubank e QuintoAndar. Também assinaram o cheque a Big Bets e investidores-anjo como Marcelo Blay (Minuto Seguros), Fersen Lambranho (GP Investimentos), a família Almeida Braga (Icatu) e Larissa Maranhão (Brex). Criada no ano passado, a tecnologia diz ser usada por mais de 3 mil corretores. A proposta da plataforma é facilitar a gestão de apólices e processos como cotações, vendas e renovações. No centro da plataforma está a “Helena”, assistente virtual de IA da startup que lembra o ChatGPT. A ferramenta responde a dúvidas do corretor, como definições de termos técnicos de produtos registrados na Susep, comparações entre coberturas e perguntas sobre documentos das seguradoras. A ferramenta está integrada ao WhatsApp. “Acreditamos que os corretores serão mais importantes do que nunca na era da IA. Eles são o principal elo de credibilidade, em um setor baseado em confiança, e continuarão sendo a principal interface com o cliente final. Para que isso aconteça, os corretores precisam estar equipados com IA rodando sobre uma nova infraestrutura que suporte suas operações no dia a dia”, diz, em nota, Luís Alberto Nogueira, CEO e cofundador da Segura que também é “olheiro” da Andreessen Horowitz. A plataforma é gratuita para corretores, e a startup gera receitas por meio de acordos comerciais com o que chama de seguradoras “parceiras”. A Segura recebe comissões das seguradoras sobre a produção gerada. A companhia diz ter acordos com empresas como Bradesco Seguros, Icatu e Darwin Seguros.
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