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Emily Blunt e Stanley Tucci falam com a Vogue Brasil sobre "O Diabo Veste Prada 2" | Collector
Emily Blunt e Stanley Tucci falam com a Vogue Brasil sobre
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Emily Blunt e Stanley Tucci falam com a Vogue Brasil sobre "O Diabo Veste Prada 2"

Emily Blunt elogiou o meu cabelo assim que entrei na sala para a entrevista, onde a atriz estava com Stanley Tucci, seu colega de profissão e também cunhado, já que o ator se casou com a sua irmã, Felicity Blunt, em 2012. Desembarquei em Nova York especialmente para a junket global de O Diabo Veste Prada 2, aguardada sequência do longa de 2006 que chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de abril. 20 anos se passaram desde a estreia de um dos filmes que mais impactou a indústria do entretenimento. A revista Runway está de volta (e ganhou até versão de verdade), mas refletindo as transformações que o mercado de jornalismo vem passando nestas duas últimas décadas, e certa decadência do poder de Miranda Priestley, a temida editora-chefe interpretada por Meryl Streep. Mais sobre O Diabo Veste Prada 2 “Por que retornar?”, perguntei para a dupla, que manteve o clima descontraído em toda a conversa. “O primeiro foi tão divertido. Então, pareceu um convite realmente adorável. A Aline [Brosh McKenna, a roteirista] fez um trabalho fantástico ao nos imergir no mundo em que vivemos agora, nesta era digital. E como a criatividade sobrevive?”, disse Blunt. “Eu simplesmente adorei fazer o primeiro filme. E, obviamente, eu já conhecia a Meryl [Streep], eu não conhecia a Anne [Hathaway], eu conheci a Emily [Blunt], e agora somos família. Para mim, foi uma das experiências mais maravilhosas que já tive profissionalmente. Ouvimos rumores de que poderia acontecer novamente, e eu sempre tive essa esperança, mas obviamente tinha que ser no formato certo. Então, uma vez que foi feito, nós fizemos”, completou Tucci. Emily Charlton, a ex-assistente de Miranda Priestley interpretada por Blunt, evoluiu muito nestes 20 anos. Casou, se tornou mãe, divorciou e é agora uma executiva numa marca de luxo. Apesar da posição, continua ambiciosa. “Acho que ela quer poder, mas, no fundo, o que ela mais deseja é ser icônica. E acho que ela sabe que ainda não é. Então, essa se torna a jornada dela”. Já Nigel Kipling segue fiel à personagem de Miranda. “Ele realmente acredita no que faz. Mas ele meio que percebe o que está por vir, o que vai acontecer com o jornalismo e as revistas em geral. Mesmo assim, ele vai tentar seguir em frente e manter essa qualidade viva”. Em um filme que se trata de moda, eles consideram os figurinos essenciais. “No caso da Emily, ela é uma personagem tão extravagante que os figurinos precisam ser pensados ​​para chamar a atenção para ela”, diz Blunt. “Como a roupa que ela usou no funeral. Nossa, é ridícula demais! Totalmente inapropriada! Ela parece estar num filme de bondage”, se diverte. “Eu amo os figurinos. Bem, eu adoro me arrumar, sempre adorei”, conta Tucci. A responsável pelas roupas é Molly Rogers, que trabalhou com lendária figurinista Patricia Field no primeiro longa. Molly também integrou a equipe de figurino de Sex and the City e And Just Like… “Nós somos amigas muito queridas e sempre fomos desde que eu a conheci em 1984. Eu adoro ela e ela me adora”, conta sobre a amizade com Field. “Bem, como Pat estabeleceu um DNA tão bom no primeiro, é muito fácil seguir e estar na mesma linha.” Sobre a personagem de Blunt, ela disse: “Emily trabalha para uma grife francesa, a Dior. Isso me deu uma ideia do estilo dela. Ela é uma garota Dior ousada. Ela não usa laços, não combina com o estilo dela. Ela tem um humor afiado e é muito mordaz". Para finalizar a entrevista, pergunto a Emily e Stanley como descreveriam um ao outro em uma palavra. “Impossível”, diz Tucci. “Impossível?”, questiona ela. “Não, é impossível de dizer”, explica ele. “Mas isso seria incrível: impossível! Vamos parar por aqui”, finaliza Blunt, aos risos. Revistas Newsletter

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