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Promotoria do Paraguai apura se ex suspeito de matar estudante de medicina a facadas fugiu para o Brasil | Collector
Promotoria do Paraguai apura se ex suspeito de matar estudante de medicina a facadas fugiu para o Brasil
Jornal O Globo

Promotoria do Paraguai apura se ex suspeito de matar estudante de medicina a facadas fugiu para o Brasil

Agentes de segurança do Paraguai tentar localizar Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, suspeito de matar a facadas a estudante de medicina Julia Vitoria Sobierai Cardoso O promotor responsável pela investigação, Osvaldo Zaracho, afirmou à imprensa paraguaia que o homem ainda não foi localizado, embora esteja em vigor uma ordem de captura contra ele. 'Há pegadas de pés descalços e sangue': Promotor detalha morte de brasileira no Paraguai Encontrado após 5 anos desaparecido: professor decide que não quer viver com a família Zaracho afirmou à rede ABC Color que as autoridades do Paraguai apuram a possibilidade de o suposto autor do crime ter fugido para o Brasil. — Essa possibilidade não pode ser descartada, considerando que o evento [o crime] ocorreu por volta do meio-dia, entre 11h e 12h, e só tomamos conhecimento dele por volta das 17h — disse ele. O corpo de Julia, de 23 anos, é velado na manhã desta segunda-feira, 27 de abril, em Navegantes, no litoral de Santa Catarina, cidade natal da estudante de medicina encontrada morta dentro de casa em Ciudad del Este, no Paraguai. Já há um protocolo de prisão em nível nacional no Paraguai pelo crime de feminicídio. Paralelamente, de acordo com informações da TV Globo, o Ministério Público paraguaio iniciou movimentação para formalizar um pedido de captura internacional do suspeito. Autoridades brasileiras também passaram a colaborar com as investigações, em articulação com as forças de segurança paraguaias. Mapa do Crime São Paulo: Ferramenta do GLOBO revela dinâmica dos roubos na cidade 'Cidade dos bilionários': Hackers desviam ao menos R$ 12 milhões de prefeitura em Santa Catarina Julia foi encontrada morta no apartamento onde morava, no edifício El Galo, na avenida Capitán del Puerto, no bairro Obrero. O corpo foi localizado por vizinhas que entraram no imóvel por volta das 19h de sexta-feira. A estimativa inicial da investigação aponta que o crime tenha ocorrido por volta do meio-dia. A jovem havia se mudado recentemente para o Paraguai para estudar na Universidad de la Integración de Las Américas. A perícia constatou que a jovem sofreu 67 golpes de arma branca. Segundo Osvaldo Zaracho, promotor responsável pelo caso, 60 ferimentos foram provocados por uma tesoura de cutícula e outros sete por uma faca. Entre os golpes de faca, dois atingiram o pescoço da vítima. Os dois objetos foram encontrados na cena do crime. No apartamento, investigadores recolheram vestígios que agora integram a apuração. De acordo com Zaracho, havia "pegadas de calçados e de pés descalços, rastros em vidros e móveis, além de manchas de sangue." Discussão antes do crime reforça suspeita Na linha do tempo reconstruída até agora, um relato passou a ser considerado central na investigação. Na manhã de sexta-feira, a colega que dividia a casa com Julia ouviu uma discussão no quarto da vítima. Segundo o depoimento, naquele momento Julia estava com o ex-namorado, com quem havia encerrado um relacionamento cerca de cinco meses antes. Desde então, a polícia e o Ministério Público intensificaram as buscas por Vitor Rangel Aguiar. Por ordem judicial, equipes fizeram diligências no edifício Hala, no bairro Catedral, onde moram um irmão e uma irmã do suspeito, mas ele não foi localizado. Segundo a investigação, os familiares disseram desconhecer seu paradeiro, e o celular do irmão de Vitor foi apreendido. Tratado como feminicídio pelas autoridades paraguaias, o caso segue sob investigação enquanto a polícia tenta localizar e prender o principal suspeito pelo assassinato da estudante brasileira.

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