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PMs presos por morte de empresário: MPRJ tenta identificar informante e investiga se há participação de outros policiais no crime
Jornal O Globo

PMs presos por morte de empresário: MPRJ tenta identificar informante e investiga se há participação de outros policiais no crime

O Grupo de Atuação Especializada de Segurança Pública do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaesp/MPRJ) investiga se, além dos dois PMs presos em flagrante, há outros policiais que participaram da morte do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, de 29 anos. A vítima foi atingida por tiros de fuzil disparados por um dos agentes quando estava em um carro, na madrugada do último dia 22, na Pavuna, na Zona Norte do Rio. Imagens de câmeras corporais, obtidas pelo Fantástico, mostram que os militares, antes do crime, monitoraram os passos do empresário por mais de uma hora, com a ajuda de pelo menos uma pessoa ainda não identificada. Na Zona Norte do Rio: PMs que mataram empresário em abordagem na Pavuna são presos Emboscada contra empresário na Pavuna: quem ordenou, por que PMs atiraram sem abordagem, quem era o olheiro? Os vídeos mostram que os agentes acompanhavam Daniel desde 1h53 da madrugada. Os tiros foram disparados às 3h06. As imagens revelam que, durante esse período, os PMs receberam informações de uma pessoa (informante) sobre os passos da vítima. Segundo o promotor Fábio Corrêa, coordenador do Gaesp, algumas das palavras gravadas no diálogo chamam a atenção e podem indicar, ou não, a participação de outros policiais no crime. Após os tiros, os agentes apresentaram a versão de que os disparos foram feitos depois que o veículo não atendeu a uma ordem de parada. A versão foi desmentida por imagens feitas por câmeras corporais e da viatura usada pelos dois PMs. Daniel Patrício Oliveira foi morto quando voltada de um pagode com amigos Reprodução — O que descobrimos até agora é que não se trata de uma abordagem, e sim de um monitoramento do carro e de uma pessoa. É preciso agora entender o porquê disso (motivação). Existe a possibilidade de essa pessoa (que teve a voz gravada pela câmera corporal de um dos PMs) ser um policial. Observamos expressões como “chefe” e “comandante”, o que pode ser um indicativo. Ainda se busca a identificação daquele que chamamos de informante. Nenhuma hipótese está descartada, assim como nenhuma hipótese de eventual responsabilização. Quer sejam outros policiais, quer sejam oficiais superiores ou mesmo pessoas civis — disse o promotor. Câmeras corporais obtidas pelo Fantástico, da TV Globo, mostram execução de empresário na Pavuna e os PMs combinando a versão Reprodução/ TV Globo O sargento Rafael Assunção Marinho e o cabo Rodrigo da Silva Alves foram presos em flagrante pela Corregedoria da PM por homicídio doloso (quando há intenção de matar), crime previsto na Justiça Militar. A tipificação está prevista no artigo 205 do Código Penal Militar. Carros elétricos e híbridos entram na mira das quadrilhas: roubo e furtos crescem quase 150% em 2026 no Rio Os praças já passaram por audiência de custódia. Na ocasião, um juiz confirmou a validade do flagrante e manteve os dois policiais presos. Investigação: policial preso por morte de empresário na Pavuna integra comissão que fiscaliza contrato de câmeras corporais da PM Além da Corregedoria da PM, o caso também é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital e pelo MPRJ. Três pessoas estavam no carro e acompanhavam Daniel Patrício quando os tiros foram disparados. Elas não se feriram e deverão prestar depoimento nos próximos dias na sede do MPRJ. Abaixo, algumas perguntas que ainda precisam ser respondidas pela investigação: Qual a motivação do crime, ainda sob investigação do Ministério Público e da Delegacia de Homicídios? Quem determinou ou tinha conhecimento da ação dentro do 41º BPM? Por que Daniel passou a ser monitorado? Quem é o olheiro que repassava a localização em tempo real e qual sua ligação com os policiais? Por que não houve ordem de parada, blitz ou tentativa de abordagem? Houve participação de outros policiais na ação ou na construção da versão posterior? As câmeras corporais estiveram ligadas o tempo todo? O sargento e o cabo que estão presos, acusados de homicídio doloso, já eram investigados pela própria corporação por outros crimes ou desvios de conduta? Quantos policiais, de fato, participaram da preparação da emboscada? Há mais investigados? Initial plugin text

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