Jornal O Globo
Um motoqueiro armado tentou roubar dois homens em uma rua da Vila Madalena, na Zona Oeste da cidade de São Paulo, no último sábado (25). O caso ocorreu na Rua João Miguel Jarra. O endereço registrou cinco roubos de celular no ano passado e faz parte da área do 14º Distrito Policial de Pinheiros, que teve 2.015 roubos de celular em 2025, sendo o segundo bairro com mais casos em toda a cidade, mostram dados do Mapa do Crime de São Paulo, ferramenta de monitoramentos de roubo exclusiva do O GLOBO. Imagens de câmeras de seguranças filmaram o momento que um motoqueiro, disfarçado de entregador, visualiza as duas vítimas caminhado pela calçada da rua. Ele subia a via no sentido da Rua Natingui quando mudou a rota e seguiu os dois homens, por volta de meio-dia. CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME A SITUAÇÃO DOS ROUBOS NA SUA RUA Pouco depois, o ladrão saca uma arma e ameaça a dupla. Um dos homens, no entanto, reage ao assalto e empurra a moto contra o criminoso. O vídeo mostra que a outra vítima de tentativa de assalto corre e, na sequência, outros motoqueiros, também com mochilas de entregadores, vão ao auxílio do criminoso. Veja: Tentativa de assalto com arma de fogo na Vila Madalena Mapa do crime mostra migração dos roubos de celular em São Paulo; alta na periferia é puxada por iPhones Dados do Mapa do Crime de São Paulo mostram que o celular mais levado naquele local foi o iPhone, da Apple, e os crimes ocorreram em horários diversos, tanto de madrugada quanto próximo do horário do almoço. Os casos caíram em Pinheiros, no entanto, e recuaram em 14% de 2024 para 2025. Com 2.015 roubos de celular, o bairro ficou na segunda colocação entre os mais críticos da cidade. O primeiro foi o distrito policial do Capão Redondo, na Zona Sul, com 2.330 casos. O bairro conta com um dos pontos mais críticos para roubo de celular em toda a cidade. Em uma análise por áreas com um raio de 100 metros que mais concentram ocorrências, o entorno da Rua Álvaro Anes, em Pinheiros, teve 132 roubos de celular no ano passado. O Globo procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo sobre o caso e aguarda retorno.
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