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Biografia revela episódio crítico com Mick Jagger envolvendo overdose nos anos 1970
Vogue Brasil

Biografia revela episódio crítico com Mick Jagger envolvendo overdose nos anos 1970

Uma nova biografia sobre os Rolling Stones traz à tona um episódio grave envolvendo Mick Jagger no fim da década de 1970, quando o vocalista teria sofrido uma overdose de heroína e precisado ser reanimado. No livro The Rolling Stones: The Biography, de Bob Spitz, o ex-presidente da Rolling Stones Records, Marshall Chess, afirma que encontrou Jagger, hoje com 82 anos, desacordado em seu apartamento em 1976 após o consumo da droga. Segundo Chess, o incidente ocorreu após a turnê europeia da banda na primavera daquele ano. Ele relata que Jagger o procurou em Nova York dizendo que estava entediado e iria visitá-lo. O executivo afirma que o cantor de “Paint it Black” chegou “ansiosa” e já havia consumido álcool e possivelmente cocaína, insistindo para continuar a noite. Mais tarde, Chess teria buscado heroína com um “traficante de heroína budista”, e os dois consumiram a substância juntos. Cerca de dez minutos depois, Jagger desmaiou. “Os lábios dele estavam ficando azuis. Eu não sabia o que fazer. Fiquei apavorado”, disse Chess no livro, acrescentando que tentou reanimá-lo sem sucesso. “Mick Jagger vai morrer no meu apartamento!” Diante da situação, ele chamou uma ambulância e entrou em contato com Ahmet Ertegun, presidente da Atlantic Records, que havia participado de uma festa com o músico naquela noite. Ertegun teria chegado acompanhado da atriz Faye Dunaway. Chess relata ainda que fez respiração boca a boca em Jagger até a chegada do socorro. O cantor recebeu oxigênio e voltou a respirar, sendo então levado ao Hospital Lenox Hill, onde Dunaway teria ajudado a garantir um quarto particular para evitar exposição. Um representante de Jagger não comentou o caso quando procurado. No livro, Chess afirma que o episódio foi a “gota d'água” para sua relação com a banda e com drogas pesadas, levando-o a deixar o cargo pouco depois. Jagger havia sido preso por porte de drogas em 1969, quando autoridades alegaram ter encontrado heroína — versão que ele sempre contestou, dizendo ter sido vítima de uma armação. Já Keith Richards teve sua luta com a heroína amplamente documentada e abandonou a substância em 1978. Em 2010, Jerry Hall, ex-companheira de Jagger, afirmou que ele usava heroína no início do relacionamento, mas teria parado a pedido dela: “Eu disse a ele que não poderia vê-lo se ele usasse drogas, dizendo: 'Vá embora e não volte até estar sóbrio'”, escreveu ela em suas memórias. “Ele conseguiu - ele tinha uma força de vontade incrível.”

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