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Associativo do Botafogo 'pula o muro' com Textor e Eagle para decidir o próprio destino; saiba bastidores | Collector
Associativo do Botafogo 'pula o muro' com Textor e Eagle para decidir o próprio destino; saiba bastidores
Jornal O Globo

Associativo do Botafogo 'pula o muro' com Textor e Eagle para decidir o próprio destino; saiba bastidores

A decisão da Justiça do Rio que tirou da Eagle Bidco, dona de 90% das ações da SAF do Botafogo, os direitos políticos, deu ao clube associativo a chance que queria: decidir o próprio destino na disputa societária e manter o foco principal no futebol. O clube social primeiro "pulou o muro" com John Textor ao não se aliar totalmente ao americano no novo plano de investimentos, que contava com empréstimos prometidos que não vieram, e viu o antigo CEO ser afastado pelo Tribunal Arbitral a pedido da Eagle. Agora, o desembargador Marcelo Mondego, a pedido da SAF, tirou os poderes políticos da Eagle, e deixou o associativo, que tem 10% das ações, com a liberdade de conduzir o futuro do clube. Nos bastidores, tanto a ala administrativa quanto a jurídica do associativo comemoraram as decisões. O entendimento é que enfim foi possível se livrar das amarras para definir o que é melhor para o Botafogo. Tanto fora quanto dentro de campo. Volta de Textor é possível? A visão é de que Textor, na briga para voltar à SAF pelo Tribunal Arbitral, tem volta improvável, o que dá tempo de o associativo costurar uma venda para um novo investidor com foco no futebol. Na avaliação jurídica, o entendimento é que a briga já dura seis meses, e que a Eagle Bidco só priorizou o retorno do capital, sem encontrar um comprador para preservar o trabalho e os ativos - jogadores. Diante do problema não resolvido nem por Textor nem pela Eagle, o Botafogo social assume as rédeas para conduzir os próximos passos. E se valeu da equipe jurídica da SAF, que conseguiu o mesmo no Vasco. Este é o ponto que levanta dúvidas na Eagle sobre uma possível nova aliança entre Textor e o clube social. O associativo admite que estava alinhado com a causa jurídica dos advogados da SAF diante da postura recente da Eagle Bidco. A Eagle Bidco, que está sob o controle da Ares como fundo de investimento que tenta reaver os recursos investidos, aguarda novas movimentações do Tribunal Arbitral e está cética de que o cenário no Tribunal de Justiça do Rio vá mudar. Também há o entendimento de que o clube social mudou de lado. A partir de agora, as novas movimentações vão indicar de que lado cada uma das três partes está de fato. Textor terá que convence o social a aceitar o empréstimo da GDA Luma, principal investidor no páreo e já com um empréstimo a juros elevados aprovado, para continuar na SAF. A Eagle afirma internamente que já tinha um pré-acordo com a GDA Luma para tirar Textor e reerguer o clube. E o associativo conversava com outros investidores além deste para não ficar refém de ninguém. As cartas estão na mesa e a Justiça do Rio é o tabuleiro principal.

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