Revista Oeste
A divulgação do relatório anual de 2025 do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) revelou o impacto financeiro provocado pelo caso Master, o qual totalizou perda de R$ 57,4 bilhões. O documento mostrou que R$ 51,8 bilhões foram separados para garantir pagamentos ligados ao conglomerado Master. Além disso, houve concessão de outros R$ 5,7 bilhões em empréstimos ao grupo. + Leia mais notícias de Economia em Oeste No relatório, o FGC destacou que, em 2025, teve o desafio de enfrentar a iminente falta de liquidez do Banco Master. A situação que poderia comprometer metade do caixa da entidade. "O grande teste de nossa capacidade de atuação ocorreu em 2025, ano que teve início com a iminência de caracterização de evento de iliquidez do conglomerado do Banco Master", revelou o Fundo Garantidor de Crédito, que ainda citou a confiança dos depositantes no sistema no momento do seu aniversário de 30 anos. "A eventual liquidação poderia consumir cerca de metade do caixa do FGC." Detalhamento de provisões e empréstimos https://www.youtube.com/watch?v=7MOn-MLGkk4&pp=0gcJCd8KAYcqIYzv O balanço detalhou que houve provisão de mais de R$ 40,6 bilhões para cobrir as garantias do Banco Master, Master de Investimentos e Letsbank, enquanto destinou outros R$ 11,1 bilhões, em 2026, a Will Bank e Pleno. Ao encerrar 2025, haviam empréstimos de quase R$ 2,9 bilhões para o Master, R$ 1,83 bilhão para o Will, R$ 801 milhões para o Pleno e R$ 291 milhões ao Master de Investimentos. Leia também: "Precisamos falar do Banco Central" , artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 319 da Revista Oeste O FGC explicou que estruturou os empréstimos de modo a minimizar riscos e liberou recursos semanalmente por letras financeiras. Além disso, direcionou-os exclusivamente para quitar passivos garantidos. "A operação foi estruturada de modo que os recursos fornecidos pelo FGC foram liberados semanalmente, a partir da emissão de letras financeiras, e destinados exclusiva e diretamente a pagamento de passivos elegíveis à garantia do FGC", completou o relatório. Recuperação do caixa e reservas do FGC O FGC atua na prevenção de crises bancárias, garantindo depósitos e oferecendo suporte a instituições associadas | Foto: Reprodução/ Redes sociais Para recompor o caixa, os associados do FGC anteciparam, em março deste ano, contribuições equivalentes a 60 meses, o que resultou em mais de R$ 32 bilhões. O fundo informou que, considerando as liquidações recentes e a antecipação das contribuições, os valores de patrimônio líquido e liquidez atingiram, respectivamente, R$ 112 bilhões e R$ 103 bilhões, equivalentes a 1,86% dos depósitos elegíveis. "Com essa medida, o FGC mantém reservas robustas, suficientes para fazer frente a cenários severos de estresse de mercado", mostrou o documento. Leia mais: "Gringos inundam a Bolsa de São Paulo" , reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 319 da Revista Oeste Pelas regras do fundo, a liquidez mínima exigida é de 2,5% dos depósitos elegíveis. Ao término de 2025, esse índice era de 2,23%, mas caiu para 1,28% depois dos pagamentos das garantias do Master. Ele se recuperou para 1,86% depois da antecipação das contribuições bancárias. O post Fundo Garantidor de Crédito revela perda de R$ 57 bi no caso Master apareceu primeiro em Revista Oeste .
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