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Governadora do Distrito Federal sobre reunião com Lula: 'Não posso viver de lacração política' | Collector
Governadora do Distrito Federal sobre reunião com Lula: 'Não posso viver de lacração política'
Jornal O Globo

Governadora do Distrito Federal sobre reunião com Lula: 'Não posso viver de lacração política'

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que pretende apostar no diálogo na reunião marcada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para esta quinta-feira (30), em meio à crise enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB). A audiência foi solicitada com urgência pela governadora. Em entrevista ao Correio Brasiliense, Celina ressaltou a necessidade de interlocução institucional, apesar de sua posição política. 'Misoginia estrutural': Unicef cobra ações após assassinato de adolescente que rejeitou assédio no interior do Ceará Ministério Público: Justiça condena homem solto por juiz que considerou 200 kg de cocaína pouca quantidade de droga "Sou governadora de direita, mas o diálogo é o que vai possibilitar benefício à população", disse. Diante das dificuldades do banco público local, acrescentou: "Não posso viver de lacração política". Aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e voz frequente da oposição ao governo federal, Celina tem defendido, ainda assim, uma atuação pragmática para enfrentar a crise do BRB, que passa por dificuldades após comprar carteiras fraudadas do Banco Master. Na terça-feira, a governadora encaminhou ofício ao Ministério da Fazenda pedindo aval do Tesouro Nacional para avançar em uma operação de crédito junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), considerada essencial para capitalizar o banco. A iniciativa faz parte de um pacote de medidas adotadas pelo governo distrital para tentar estabilizar a instituição. Celina também apontou que as pessoas estão "desacostumadas" com a situação de dialogar com pessoas de espectros políticos diferentes, porque o "Brasil polarizou demais". "Essa forma republicana é o que a população espera para que eu possa dar a resposta à altura dessa crise do BRB", acrescentou.

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