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O médico Conrad Murray, condenado pela morte de Michael Jackson, voltou a exercer atividades na área da saúde anos após deixar a prisão. Murray cumpriu cerca de dois anos de detenção por sua participação na morte do cantor, ocorrida em 2009. Em 2011, ele foi considerado culpado por homicídio culposo no caso envolvendo o astro do pop. Mesmo após a condenação, o médico sempre sustentou sua inocência. Em entrevista à CNN, em abril de 2013, afirmou que estava “no lugar errado na hora errada” e, depois de sair da prisão, seguiu tentando retomar sua atuação profissional. "Ele está muito esperançoso", disse sua advogada, Valerie Wass, à ABC News em outubro de 2013, sobre a suspensão das licenças de Murray na Califórnia, Texas e Nevada. "Pelo que sei, ele vai exercer a medicina em algum lugar... Ele está preparado para ir ao tribunal federal lutar por isso." Mais de dez anos depois, Murray abriu um instituto médico em Trinidad e Tobago, seu país de origem, segundo o jornal Trinidad and Tobago Guardian. A trajetória do médico ganhou notoriedade após sua ligação com Michael Jackson. O cantor de "Thriller" conheceu o cardiologista em 2006, por meio de um integrante de sua equipe, que buscava atendimento para sua filha, Paris Jackson, durante uma viagem a Las Vegas. Revistas Newsletter A relação evoluiu, e, em 2009, Murray foi contratado como médico pessoal do artista para a turnê “This Is It”. Na época, segundo a NBC News, ele recebia cerca de US$ 150 mil por mês, enquanto enfrentava dificuldades financeiras, incluindo o risco de perder sua casa em Las Vegas. Em 25 de junho de 2009, Jackson morreu após sofrer uma parada cardíaca causada por intoxicação aguda por propofol, conforme apontado pela NPR. O anestésico teria sido administrado por Murray, que alegou ter atendido a um pedido do cantor para ajudá-lo a dormir. A morte foi classificada como homicídio, e o médico acabou acusado de homicídio culposo. Ele se declarou inocente, enquanto sua defesa argumentou que o próprio cantor teria se autoaplicado a substância. Já a acusação sustentou que Murray agiu com negligência grave, ao administrar o medicamento sem monitoramento adequado e demorar a acionar o serviço de emergência. Conrad Murray GettyImages Em novembro de 2011, ele foi condenado. Apesar de ter recebido pena de quatro anos, deixou a prisão após cerca de dois anos. "A posição do Dr. Murray é e sempre foi a de que ele será inocentado em tudo isso", disse seu advogado do Texas, Charles Peckham, ao veículo de comunicação na época. "Ele é um bom médico e precisa voltar a exercer a medicina para os pacientes que precisam dela." Após a libertação, Murray tentou diversas vezes retornar oficialmente à profissão, embora suas licenças permanecessem suspensas ou revogadas em estados americanos. Em 2013, ainda preso, solicitou a reativação de sua licença no Texas. Já em 2016, afirmou ao programa Inside Edition que prestava consultas gratuitas na Flórida. "Perdi muita coisa", disse Murray na época. "Perdi tudo. Tudo o que conquistei me foi tirado como resultado de um veredicto injusto. Sou e continuo sendo um homem inocente." Conrad Murray GettyImages Em maio de 2023, ele inaugurou o Instituto Médico DCM, localizado em El Socorro, San Juan, em Trinidad e Tobago. Ao Trinidad and Tobago Guardian, afirmou que decidiu criar o espaço após se sentir rejeitado por colegas da área. "Tudo o que eu estava disposto a fazer era colaborar, educar ainda mais e incutir cuidado em cada vez mais pessoas", afirmou Murray. "Então, eles decidiram trancar as portas quando viram os casos que eu estava realizando." Ele continuou: "Foi difícil. Lidei com o país fechando suas fronteiras por dois anos, mas não desisti. Senti que precisava ser implacável." Michael Jackson GettyImages Atualmente, após um período vivendo próximo a Fort Lauderdale, na Flórida, Murray retornou definitivamente a Trinidad e Tobago. Segundo o Trinidad and Tobago Guardian, em 2018 ele entrou na Justiça contra o Conselho Médico local após ter recusado o pagamento de suas taxas anuais, o que o impediria de atuar no país. Antes de abrir seu instituto, ele atendia de forma privada em um lar de idosos em Chaguanas. Suas licenças médicas nos Estados Unidos, no entanto, seguem suspensas. Michael Jackson GettyImages Canal da Vogue Quer saber as principais novidades sobre moda, beleza, cultura e lifestyle? Siga o novo canal da Vogue no WhatsApp e receba tudo em primeira mão!
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