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Alcolumbre bate na mesa e fala com líder do governo após finalizar sessão O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), bateu na mesa, atirou o microfone e abraçou o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), após anunciar a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O Plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias. Essa é a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo. Messias foi rejeitado por 42 votos a 34 e uma abstenção. A votação foi secreta. O ministro de Lula precisava do apoio de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta. Após a votação, Jaques Wagner disse que não sabia a que se devia a derrota do governo e que não iria "ficar adjetivando" se senadores trairam ou não o governo. "Para mim foi uma surpresa, [imaginava] 45, 44 [votos]. Mas cada um vota com a sua consciência", disse Wagner ao deixar o plenário. Alcolumbre cumprimenta Flávio Bolsonaro Reprodução Com a rejeição, a mensagem com a indicação de Messias foi arquivada e o presidente Lula terá que enviar um novo nome para ocupar a vaga deixada por Luis Roberto Barroso no Supremo. A nova indicação precisará passar pelo mesmo processo no Senado Federal. Messias é a terceira indicação do governo Lula para o STF neste mandato. Antes dele, Cristiano Zanin e Flávio Dino chegaram à Corte. Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a indicação de Messias por 16 votos a 11. O Plenário ainda precisava votar e dar aval ao nome. Durante a sabatina na CCJ, Messias reforçou sua posição contrária ao aborto e criticou as decisões individuais do STF que, segundo ele, diminuem a dimensão institucional do Supremo.
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