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Descubra o que está por trás do segredo de beleza de Dakota Johnson | Collector
Descubra o que está por trás do segredo de beleza de Dakota Johnson
Jornal O Globo

Descubra o que está por trás do segredo de beleza de Dakota Johnson

Longe de divulgar um novo projeto nas telas, Dakota Johnson voltou a chamar atenção por um hábito pessoal que, segundo ela, faz toda a diferença na rotina. Em entrevista ao "The Wall Street Journal", a atriz contou que o sono é seu principal aliado quando o assunto é beleza e que, sempre que a agenda permite, chega a dormir até 14 horas por dia. 'Cloud Skin': conheça o efeito de pele aveludada que virou tendência e domina a beleza O que essas famosas têm em comum? Isis Valverde, Sabrina Carpenter e Lindsay Lohan apostam na mesma tendência A declaração rapidamente tomou conta das redes sociais e abriu espaço para um debate que vai além do universo das celebridades. De um lado, o descanso prolongado foi visto como privilégio; de outro, surgiram questionamentos sobre os possíveis efeitos de tantas horas na cama. A própria Dakota ponderou: não se trata de uma regra diária, mas de uma prioridade. Segundo ela, dificilmente funciona bem com menos de 10 horas de sono por noite. O relato também veio acompanhado de outros cuidados que fazem parte de sua rotina, como meditação, exercícios físicos e banhos relaxantes. A combinação, segundo a atriz, reforça a ideia de que bem-estar não depende de uma única prática, mas de um conjunto de hábitos consistentes. Dakota Johnson Getty Images Para especialistas, é justamente aí que está o ponto central da discussão. Mais do que a quantidade de horas dormidas, o que realmente impacta a saúde é a qualidade e a regularidade do sono. A dermatologista Camila Sampaio explica que o descanso adequado tem efeito direto na aparência da pele. "Durante o sono, ocorre a regeneração celular, a produção de colágeno e o equilíbrio hormonal. Quando a pessoa dorme bem, isso se reflete na pele, que fica mais viçosa e saudável. Não é sobre exagerar nas horas, mas sobre ter constância e qualidade", afirma. O impacto não se limita à estética. Do ponto de vista metabólico, dormir mal pode desencadear uma série de desequilíbrios. A fisioterapeuta dermatofuncional Adriana Mariano alerta que noites mal dormidas afetam hormônios importantes. "Dormir pouco ou com baixa qualidade altera hormônios como o cortisol e a grelina, aumentando a fome, favorecendo o acúmulo de gordura e dificultando processos como o emagrecimento. O corpo entra em estado de alerta constante", detalha. Essa relação se estende diretamente à alimentação. A nutricionista Laita Balbio, do Espaço HI, em São Paulo, conta que o cansaço influencia as escolhas do dia seguinte. "Quando a pessoa não dorme bem, o organismo tende a buscar energia rápida. Isso aumenta o consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados, além de reduzir a disposição e o foco", observa. Dakota Johnson Getty Images Outro ponto que costuma gerar confusão é a rapidez para adormecer. Embora muitas pessoas associem pegar no sono imediatamente a um sinal positivo, isso pode indicar o oposto. A educadora física Thais Rodella esclarece: "Dormir muito rápido pode ser sinal de cansaço acumulado. Quando a pessoa adormece quase imediatamente, pode estar com uma ‘dívida de sono’. Em geral, o saudável é levar entre 10 e 20 minutos para pegar no sono. O mais importante não é a velocidade, mas a qualidade e a regularidade ao longo dos dias." A especialista também chama atenção para o ritmo acelerado da vida contemporânea, que frequentemente ignora a necessidade de pausas. "Rotinas intensas, viagens frequentes e excesso de estímulos geram sobrecarga física e mental. O corpo humano não foi feito para funcionar em alta intensidade o tempo todo. Ele precisa de pausas e recuperação", relata. Quando esse equilíbrio não é respeitado, os efeitos vão além do cansaço acumulado. A privação de sono pode comprometer a imunidade, afetar o humor, prejudicar a concentração e impactar diretamente o desempenho cognitivo. Recuperar esse déficit, no entanto, não passa por soluções imediatistas. "Existe hoje uma tentativa de transformar tudo em performance, até o descanso. Mas o que realmente funciona é voltar ao básico: regular horários, reduzir estímulos à noite, manter alimentação adequada e respeitar o tempo do corpo", conclui Thais.

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