Jornal O Globo
A região da Praça da República, no Centro de São Paulo, concentra os principais casos de roubo de notebook em 2025, mantendo o bairro como epicentro desse tipo de crime na capital. O ponto quente formado pelo eixo República, Ipiranga e Rio Branco, dentro de um raio de 500 metros, registrou 19 ocorrências, o maior número do ano, mesmo em um cenário de queda no total de casos: foram 755 roubos no ano passado, 888 em 2024 e 1.008 em 2023. CLIQUE AQUI E VEJA NO MAPA DO CRIME A SITUAÇÃO DOS ROUBOS NA SUA RUA O segundo ponto de maior incidência de 2025 ficou na Avenida Padre José Maria, em Santo Amaro, com 12 registros, seguido por um trecho da Aclimação, na Rua Conde de São Joaquim, com 10 casos. Vai para o show da Shakira? Confira a situação dos roubos nas ruas do Rio de Janeiro O histórico dos mapas de calor mostra que a região da República aparece recorrentemente entre os principais focos. Em 2024, o quadrante entre República e Avenida São João liderou com 19 ocorrências, seguido pelo entorno de Consolação, Frei Caneca, 14 Bis e Peixoto Gomide, com 13. Já em 2023, o eixo República, São João e Ipiranga havia registrado 28 casos, o maior volume de toda a série, à frente da Praça da Sé e região, com 20. Qual é a diferença entre roubo a pedestre e roubo de celular? Embora o roubo a pedestre e o de celular possam ocorrer simultaneamente, as autoridades os registram de forma distinta. O roubo a pedestre, também conhecido como roubo a transeunte, abrange a subtração de qualquer pertence pessoal — como bolsas, joias ou carteiras — mediante violência ou ameaça em vias públicas. Em contrapartida, o roubo de celular foca especificamente no dispositivo, que se tornou um alvo prioritário devido ao seu alto valor de revenda e potencial de exploração digital. Essa separação estatística reflete a complexidade do crime, já que o telefone alimenta uma engrenagem ilícita que vai desde transferências bancárias fraudulentas após o desbloqueio até o mercado clandestino de peças e a revenda ilegal de aparelhos roubados. O que é o Mapa do Crime de São Paulo? O Mapa do Crime de São Paulo foi produzido a partir de microdados de 330 mil boletins de ocorrência disponibilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado. Ao contrário do Rio, São Paulo torna públicas as coordenadas e os nomes das ruas das ocorrências. O levantamento cobre roubos ocorridos entre 2023 e 2025. Diferentemente do governo paulista, O GLOBO usou a data do fato — e não a do registro na polícia. Assim, um roubo ocorrido em 31 de dezembro e registrado no dia seguinte é contabilizado no ano correto. Erros de grafia e inconsistências nos dados foram corrigidos com auxílio de inteligência artificial. Disponível no site do jornal, com acesso pelo computador, celular ou tablet, a ferramenta permite navegar por uma compilação inédita de dados de roubos na capital, com filtros sobre tipos, marcas e cores dos bens subtraídos. Para usá-la, busque o endereço da sua casa, do trabalho ou de qualquer outro ponto da cidade e escolha um dos quatro tipos de crime disponíveis: roubo de celular, de carro, de moto e de rua — esse último inclui carteiras, colares, alianças e relógios levados de pedestres. Cada ponto no mapa corresponde a uma ocorrência e, ao ser clicado, mostra detalhes do crime e dados sobre a rua: total de casos em 2025, série histórica dos últimos três anos, bens mais roubados ali e um mapa de calor com horários e dias de maior incidência. Também é possível refinar as buscas por tipo, marca e cor do bem roubado — para descobrir, por exemplo, quantos HB20 brancos foram roubados em determinada via — ou navegar por um ranking de ruas. *Estagiária sob supervisão de Rafael Soares
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