Collector
Haddad diz que rejeição a Messias no Senado é incompreensível e enfraquece Presidência | Collector
Haddad diz que rejeição a Messias no Senado é incompreensível e enfraquece Presidência
Jornal O Globo

Haddad diz que rejeição a Messias no Senado é incompreensível e enfraquece Presidência

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quinta-feira, 30, que considera a rejeição à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) "incompreensível" e um "enfraquecimento da instituição Presidência da República". Ele participou mais cedo de uma entrevista ao vivo ao portal Metrópoles. — Esse gesto é incompreensível. Tem gente comemorando porque, muitas vezes, não sabe do que está falando e acha que é uma vitória da oposição. Não foi. Foi um enfraquecimento da instituição Presidência da República e do combate ao crime no país — declarou Haddad. Apesar disso, ele minimizou o impacto eleitoral ao presidente Lula (PT) que, segundo ele, já deu mostras de reação em outros momentos de crise de governabilidade. — O presidente Lula sempre sai fortalecido desses embates. Toda vez que eu o vi perder uma batalha dessas, no ano passado mesmo, quando fomos taxar os super ricos e o Congresso impôs uma derrota, o governo reagiu e saiu por cima — disse. Lula optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga aberta pela aposentadoria precoce do ministro Luís Roberto Barroso, no ano passado. Após cinco meses de espera, o AGU foi sabatinado no Senado, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas derrotado em plenário, com apenas 34 votos dos 41 necessários para a aprovação. Haddad procurou ainda atribuir a derrota a uma chance perdida de combater a corrupção e o crime organizado, citando operações recentes que tiveram participação da AGU no papel de defender judicialmente os interesses da União, como o escândalo dos descontos indevidos nas aposentadorias do INSS. — Para mim teve um gosto amargo, porque ele seria um grande ministro do STF. Para ajudar no combate à corrupção, impedir essas liminares e que a lei não fosse cumprida em todo o seu rigor. Acho que seria uma grande contribuição — definiu o ex-ministro. Além do governo Lula, a indicação de Messias contava com apoio de setores evangélicos e do ministro André Mendonça, do STF. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), contudo, trabalhou contra a nomeação, segundo relatos de testemunhas no Congresso, contribuindo para traições no processo. A votação foi secreta. Durante a entrevista, Haddad evitou criticar Alcolumbre, dizendo que só poderia falar sobre a relação dele com o Ministério da Fazenda, nos tempos em que estava em Brasília. Ele disse que os presidentes do Legislativo, incluídos aí os anteriores no Senado e os líderes da Câmara, foram parceiros nos projetos de lei encaminhados pela pasta.

Go to News Site