Jornal O Globo
Nem a chuva nem o tempo fechado foram capazes de esfriar o entusiasmo dos fãs de Shakira, que se reuniram em frente ao Copacabana Palace na manhã desta sexta-feira, ensaiando coreografias dos sucessos da “Loba” e até arriscando uivos em homenagem à cantora. A expectativa é de que Shakira apareça para dar um tchauzinho, como fez no final da tarde de quinta-feira. Na frente do hotel, além de uivarem, os fãs gritavam em coro: “Shakira, Shakira, você é brasileira”. Rosiane Pasin, de 58 anos, professora aposentada de Rio Claro, no interior de São Paulo, chegou na manhã de sexta-feira ao Rio. A fã deixou as malas no hotel e seguiu direto para o Copacabana Palace, na esperança de ver a colombiana. Rosiane Pasin, fã de Shakira Lívia Mendes/Agência O Globo — Ela é uma artista completa, tem o gingado brasileiro. Fala sobre o empoderamento da mulher, representa muito o feminismo. Eu me considero uma “loba” da Shakira — brincou Rosiane, que diz ser fã desde os anos 1990, quando a cantora iniciou a carreira. Rayana De Souza, de 28 anos, é personal trainer e mega fã. De tão apaixonada, resolveu marcar na pele a vinda de Shakira no Brasil. Rayana de Souza, fã de Shakira Lívia Mendes/Agência O Globo —Sou fã dela desde os meus 10 anos e quando ela confirmou que vinha para o Brasil, eu e uma amiga resolvemos tatuar o “Shakicabana”— contou a moradora do Rio, referindo-se ao termo usado por fãs, que une Shakira e Copacabana, para chamar o evento. Felipe Dantas, de 36 anos, também veio do estado paulista para o show no Rio. O ator e analista de sistema chegou à cidade na quinta-feira e desde às 8h desta sexta já estava em frente ao hotel. —Meu amor pela Shakira vem desde 2010 quando eu era adolescente. Ela é a maior diva latina que nós temos. Além de incrível como ser humano, ela também representa muito bem o empoderamento feminino. Quero ver ela hoje e a chuva não vai atrapalhar em nada. Nos passos de 'Waka Waka' Maísa da Silva, de 36 anos, reuniu fãs em frente a um hotel ao organizar um aulão de dança inspirado na cantora Shakira. Fã há cerca de uma década, ela apresentou coreografias baseadas em sucessos como “Waka Waka” e “La La La”. Integrante do fã-clube Shakira Brasil, Maísa contou que a mobilização foi feita pelas redes sociais. —Já passei horas em porta de hotel e enfrentei dificuldades por ela. Estamos sempre acompanhando tudo. Divulgamos o aulão na internet e fomos chamando as pessoas— disse. Ebenezer da Silva, fã de Shakira, que já tocou na banda da cantora Lívia Mendes/Agência O Globo O aulão também contou com a participação de Ebenezer da Silva, ex-percussionista que trabalhou com a cantora durante a turnê “Amphibio”, nos anos 2000. Ele foi responsável por conduzir o ritmo da atividade com um djemb e relembrou a experiência com a artista. —Na época, eu estava nos Estados Unidos quando fui convidado pelo baterista dela para integrar a turnê. Ela é muito simpática, gente como a gente mesmo e ainda gosta muito da cultura brasileira.
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