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Trump diz não estar satisfeito com nova proposta do Irã enquanto EUA impõem novas sanções contra o país
Jornal O Globo

Trump diz não estar satisfeito com nova proposta do Irã enquanto EUA impõem novas sanções contra o país

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não está satisfeito com a nova proposta do Irã para iniciar negociações pelo fim da guerra no Oriente Médio e expressou dúvidas sobre a capacidade do país de aceitar um acordo. As tratativas entre os dois lados permanecem paralisadas em meio a um cessar-fogo que já dura várias semanas. A agência estatal iraniana Irna afirmou horas antes que o Irã enviou uma proposta de negociação aos EUA por meio de mediadores do Paquistão. No mesmo dia, o chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, afirmou que Teerã está aberto a dialogar com Washington, mas não aceitará “imposições” sob ameaça. Veja: Em desafio a Trump, líder supremo afirma que Irã não abrirá mão de tecnologia nuclear e de mísseis Secretário de Defesa dos EUA: Pete Hegseth diz que guerra no Irã pode continuar mesmo após fim de prazo para obter aval do Congresso — Neste momento, não estou satisfeito com o que eles estão oferecendo — declarou Trump a repórteres. Ele não especificou exatamente o que, no último documento iraniano, ele não poderia aceitar e sugeriu que as autoridades em Teerã talvez nunca cheguem a um acordo negociado para o fim da guerra. — Eles fizeram progressos, mas não tenho certeza se algum dia chegarão lá — afirmou o presidente americano no gramado sul da Casa Branca, descrevendo uma "tremenda discórdia" entre os líderes iranianos. — Há dois ou três grupos, talvez quatro, e é uma liderança muito fragmentada. E, dito isso, todos querem fazer um acordo, mas estão todos em desordem. Nesta sexta-feira, os Estados Unidos sancionaram três empresas de câmbio iranianas em uma tentativa de atingir o "sistema financeiro" de Teerã. O Departamento do Tesouro americano também alertou que pretende impor sanções futuras ao sistema de pedágio planejado pelo Irã para a travessia do Estreito de Ormuz, uma importante via navegável para o comércio global de petróleo e gás natural liquefeito. O estreito está bloqueado pelo Irã desde o começo do conflito, iniciado por ataques aéreos dos EUA e de Israel no final de fevereiro. Segundo a agência estatal Irna, Esmail Baghai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, enfatizou em uma entrevista na televisão na quinta-feira que o fim da guerra e a paz duradoura são a prioridade de Teerã nas negociações com os EUA. Irã e EUA realizaram apenas uma rodada de conversas após a instauração, em abril, de uma frágil trégua, depois de quase 40 dias de conflito. A Casa Branca, no entanto, tem sustentado que o cessar-fogo em vigor representa o fim das hostilidades. O governo Trump argumenta que não há confrontos desde 7 de abril, o que, na prática, encerraria o conflito do ponto de vista legal. Initial plugin text O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou nesta semana retomar as operações contra o Irã. Trump deveria ser informado por comandantes militares sobre as opções disponíveis, segundo o site Axios. Ejei insistiu que Washington não obteve “nada” com essa guerra, acrescentando que Teerã não vai “se intimidar” nas negociações. Em uma mensagem escrita divulgada na quinta-feira, o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que os EUA sofreram uma “derrota vergonhosa” no conflito. Ele acrescentou que os iranianos manterão sua capacidade nuclear e de mísseis como parte de seu “patrimônio nacional”. Apesar da trégua, o impasse nas negociações mantém o cenário instável. Sem avanço em um acordo, cresce o risco de retomada dos confrontos, diante da troca de ameaças e da pressão econômica exercida por Washington sobre Teerã. *Em atualização

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