Revista Oeste
A tentativa do governo brasileiro de reativar financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras no exterior ocorre enquanto o país lida com dívidas bilionárias não quitadas por Cuba e Venezuela, referentes a contratos antigos. O cenário reacende discussões sobre os riscos de investir em mercados com histórico de inadimplência. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma legislação que permite a retomada de empréstimos do banco para exportação de serviços de engenharia . Assim, reabriu espaço para a participação de construtoras nacionais em projetos de infraestrutura internacional. A iniciativa, no entanto, gera debate sobre possíveis prejuízos ao erário público. Cuba e Venezuela: garantias, prejuízos e inadimplência Bandeira de Cuba | Foto: Humam Musawwir/Pexels Segundo o modelo adotado, o BNDES financia empresas brasileiras para executarem obras em outros países. Caso o contratante não pague, o prejuízo é coberto pelo Fundo de Garantia à Exportação. Na prática, essa cobertura recai sobre os contribuintes, já que é a União quem mantém o fundo. A Venezuela acumula mais de US$ 1,2 bilhão em dívidas cobertas pelo fundo, referentes a projetos como os metrôs de Caracas e Los Teques, além da Siderúrgica Nacional. Cuba, por sua vez, tem US$ 676 milhões em atrasos, principalmente ligados à construção do Porto de Mariel. Leia também: "O novo velho PT" , reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 320 da Revista Oeste O BNDES aceitou receitas da indústria cubana de charutos como garantia, mas o Tribunal de Contas da União (TCU) posteriormente considerou essa medida insuficiente. O Ministério da Fazenda informou à CNN Brasil que não há expectativa de recebimento dos valores em aberto. A pasta ressaltou que o governo prossegue com cobranças por vias diplomáticas e em fóruns internacionais, e que as dívidas acumulam juros. Novas regras e histórico do BNDES Logo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) | Foto: Divulgação/Sandra Moraes/BNDES A legislação recém-aprovada inclui mecanismos para mitigar novos calotes. Entre as mudanças, está a obrigação de o BNDES divulgar informações sobre os contratos e a proibição de novos financiamentos para países inadimplentes. No auge das operações das construtoras nacionais no exterior, elas chegaram a responder por quase 2,5% do mercado global de engenharia. Contudo, perderam espaço depois da Operação Lava Jato e da suspensão dos financiamentos. Mesmo assim, as dívidas de Cuba e Venezuela continuam a impactar o Brasil, com dezenas de bilhões de reais em inadimplência. https://www.youtube.com/watch?v=skb1W1N7Hqs O post Cuba e Venezuela têm dívidas bilionárias com o Brasil apareceu primeiro em Revista Oeste .
Go to News Site