Revista Oeste
Pesquisas divulgadas no fim de março mostram que a situação financeira dos brasileiros é a mais difícil dos últimos anos. Os dados registram que o comprometimento de renda com dívidas é o maior em mais de duas décadas, enquanto a renda disponível é a menor em 15 anos. O cenário reforça o avanço do endividamento sobre o orçamento das famílias brasileiras. Segundo o Banco Central (BC) , desde outubro do ano passado, as famílias comprometeram cerca de 29% da renda com dívidas. Esse índice atinge o maior patamar dos últimos 20 anos. Leia Também: “ Regras do programa 'Desenrola Brasil' são publicadas pelo governo ” De acordo com um levantamento da consultoria Tendências, as famílias disponibilizaram a menor parcela de renda para consumo desde 2011, quando a consultoria iniciou a série histórica, depois do pagamento das principais despesas. Em fevereiro, essa renda disponível ficou em 21% do total dos ganhos, depois do pagamento de despesas essenciais. Impacto sobre a renda das famílias O BC afirma que a inadimplência também avançou no período analisado. Em janeiro deste ano, 6,9% dos consumidores ficaram em atraso, ante 5,6% no mesmo intervalo do ano anterior. O problema atinge com mais força a população de baixa renda, que recorre a linhas de crédito com juros elevados. +Leia mais notícias de Economia em Oeste Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas mostra que o crédito no Brasil cresce de forma desigual. E concentra os custos e riscos principalmente nas famílias. Em entrevista ao portal Metrópoles, o pesquisador João Mário Santos de França explica que as famílias enfrentam mais dificuldades para diversificar suas fontes de financiamento. “As famílias permanecem dependentes do crédito bancário tradicional, concentradas em linhas com juros elevados, como cartão de crédito (cujos juros no rotativo chegam a 430% ao ano) e cheque especial”, diz França. https://www.youtube.com/watch?v=cKbN6UgY4po&pp=ygUUcmV2aXN0IGFvZXN0ZSBkaXZpZGE%3D Segundo o levantamento, enquanto empresas captam crédito a taxas médias de 24% ao ano, as famílias enfrentam custo em torno de 62% ao ano. O cenário reduz a renda disponível das famílias, afeta o consumo e pressiona o crescimento econômico. Em ano eleitoral, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta amenizar a situação com medidas como o Desenrola Brasil 2. Leia também: "País de inadimplentes" , reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 318 da Revista Oeste O post Endividamento recorde pressiona renda das famílias brasileiras apareceu primeiro em Revista Oeste .
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