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Oito anos após desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, terreno no Centro de SP segue vazio
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Oito anos após desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, terreno no Centro de SP segue vazio

Edifício vizinho ao Wilton Paes de Almeida é visto em chamas na terça-feira (1º) no Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo Marcelo Brandt/G1 Oito anos após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Centro de São Paulo, o terreno ao lado do Largo do Paissandu continua vazio. O prédio desabou depois de um incêndio e a imagem do colapso entrou para a memória da cidade. O edifício era ocupado por famílias sem-teto que viviam no local de forma improvisada e conseguiram sair pouco antes do desabamento. Os bombeiros passaram semanas revirando os escombros à procura de vítimas. Sete moradores morreram. Dois nunca foram encontrados. Após a tragédia, famílias desabrigadas permaneceram por meses em um acampamento improvisado no Largo do Paissandu. Voluntários levaram comida, cobertores e colchões. A Igreja Luterana, vizinha do edifício que ruiu, também foi atingida. O subsolo e a parte externa já foram refeitos, mas a parte interna ainda está em obras. Os recursos vieram de doações e da venda do potencial construtivo do imóvel, já que a igreja, de 1908, é tombada pelo patrimônio histórico. Hoje, o espaço onde ficava o edifício está cercado por tapumes, foi limpo e está protegido contra novas ocupações, mas nada foi construído no local. Em janeiro de 2020, quase dois anos depois do incêndio, a União doou o terreno para a Prefeitura de São Paulo. À época, a Secretaria Municipal de Habitação anunciou a construção de um conjunto habitacional para famílias de baixa renda. O projeto previa um prédio de 14 andares, com cerca de 90 unidades, e a expectativa era de que as obras começassem em 1º de maio daquele ano. Em 2021, a prefeitura anunciou um novo prazo para o início das intervenções. Agora, a prefeitura apresentou novos planos. Segundo a administração municipal, serão investidos R$ 39,7 milhões para a construção de 105 unidades habitacionais. A Secretaria Municipal de Habitação informou que o novo empreendimento passou por todas as etapas técnicas necessárias e que as análises indicaram a necessidade de um novo projeto. O alvará foi emitido em setembro do ano passado. A pasta informou ainda que o projeto está em fase de licitação e que, em 1º de junho, serão abertas as propostas para execução. Após a contratação, a previsão é de que as obras sejam concluídas em 30 meses. A prefeitura também afirmou que está atuando para viabilizar o início das obras e informou que paga auxílio-moradia de R$ 400 por mês para 190 famílias que viviam no edifício Wilton Paes de Almeida. A Secretaria da Segurança Pública informou que a polícia indiciou três pessoas por incêndio qualificado e que o inquérito ainda está em andamento. Edifício wilton paes de almeida reprodução/TV Globo

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