Jornal O Globo
Alex Zanardi, o ex -piloto de Fórmula 1 que perdeu as duas pernas em um acidente de corrida e posteriormente conquistou medalhas de ouro paralímpicas, morreu aos 59 anos, informou sua família neste sábado. O italiano, que conquistou dois títulos na Indy com a Ganassi e correu na Fórmula 1 por Jordan, Minardi, Lotus e Williams, convivia nos últimos anos com as sequelas do gravíssimo acidente sofrido em 2020, durante uma competição de handbike. “É com profunda tristeza que a família anuncia o falecimento de Alessandro Zanardi, ocorrido repentinamente ontem à noite, 1º de maio”, disse a família em um comunicado. “Alex faleceu em paz, cercado pelo amor de sua família e amigos. A família gostaria de expressar seus sinceros agradecimentos a todos que estão demonstrando apoio neste momento e pede que seu luto e privacidade sejam respeitados durante este período de pesar." O comunicado diz ainda que “os detalhes do funeral serão anunciados no momento apropriado”. Zanardi apareceu para o mundo do automobilismo em 1991, quando foi vice-campeão da F3000, perdendo para Christian Fittipaldi. Foi ainda no fim daquele ano que o italiano chegou ao grid da Fórmula 1, realizando três corridas com a Jordan. Nas temporadas seguintes, passou sem brilho por Minardi e Lotus até rumar para a Indy. Foi nos Estados Unios que Alex se encontrou e virou uma estrela. Em três anos de Ganassi, foi campeão em 1997 e 1998, conseguindo voltar à F-1 em 1999 pela Williams. Mas, novamente sem sucesso. Em 2001, o piloto reapareceu na Indy com a Mo Nunn e, na etapa da Alemanha, em Lausitzring, sofreu um acidente que mudou os rumos de sua vida. Após fazer um pit-stop, o então líder da prova perdeu o controle na saída do pit-lane, rodou e foi acertado em cheio pelo carro de Alex Tagliani. O impacto da batida foi fortíssimo, e Alessandro perdeu as duas pernas. Stefano Domenicali, presidente da F-1, declarou em comunicado: “Estou profundamente triste com o falecimento do meu querido amigo Alex Zanardi. Ele foi verdadeiramente uma pessoa inspiradora, como ser humano e como atleta. Guardarei para sempre comigo a sua extraordinária força. Ele enfrentou desafios que teriam parado qualquer um, mas continuou a olhar para a frente, sempre com um sorriso e uma determinação obstinada que nos inspirou a todos. Embora sua perda seja profundamente sentida, seu legado permanece forte.”
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