Jornal O Globo
Pesquisas recentes oferecem uma perspectiva diferente sobre a solteirice na idade adulta: longe de estar exclusivamente associada à solidão, pode se tornar uma fase de consolidação de recursos emocionais e autonomia pessoal. Hambúrguer vilão da dieta? Nutricionistas mostram como montar lanches saudáveis (e dá para comer todos os dias) Tomate: os erros que muita gente comete na cozinha que tiram o sabor e a textura do alimento (e trazem riscos à saúde) Com base em um estudo publicado na revista Personal Relationships, pessoas solteiras entre 40 e 50 anos tendem a desenvolver independência emocional, uma capacidade que lhes permite manter o seu bem-estar sem depender de um parceiro como principal fonte de apoio. O relatório indica que esse processo não ocorre imediatamente, mas sim se desenvolve ao longo do tempo. À medida que progridem para a idade adulta, muitas pessoas fortalecem sua capacidade de organizar suas rotinas, resolver problemas e tomar decisões de forma independente. A pesquisa também distingue entre aqueles que escolhem a solteirice e aqueles que a vivenciam como uma imposição. No primeiro caso, registram-se níveis mais elevados de satisfação, associados à valorização da liberdade e da independência. Em contrapartida, aqueles que não a escolhem tendem a apresentar níveis mais elevados de desconforto. Habilidades que são fortalecidas pela solteirice Entre as competências que podem ser desenvolvidas nesta fase estão a autonomia pessoal, a confiança para tomar decisões, a independência emocional, a capacidade de construir laços para além do casal e uma maior estabilidade no dia a dia. Espada-de-são-jorge ou de iansã? Saiba como identificar e onde colocar para proteger a energia da sua casa O relatório também destaca que ser solteiro não significa necessariamente isolamento. Muitas pessoas mantêm redes de apoio com amigos e familiares, o que contribui para o seu bem-estar geral. Nesse sentido, ser solteiro entre os 40 e os 50 anos pode representar uma fase de crescimento pessoal, na qual os recursos próprios são consolidados e uma vida mais autônoma e consciente é fortalecida.
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