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Irã diz estar pronto tanto para diplomacia quanto para guerra com os EUA | Collector
Irã diz estar pronto tanto para diplomacia quanto para guerra com os EUA
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Irã diz estar pronto tanto para diplomacia quanto para guerra com os EUA

O Irã afirmou neste sábado (2) que cabe aos Estados Unidos decidir entre retomar o confronto ou avançar pela via diplomática. Ao mesmo tempo, o país disse estar preparado para qualquer um dos cenários. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, o Irã já apresentou uma proposta ao mediador paquistanês com o objetivo de encerrar de forma permanente a guerra. Agora, afirmou, a decisão está nas mãos dos EUA. “A bola está no campo dos EUA, que deve optar entre a via diplomática ou a continuação da abordagem confrontativa”, disse. Ele acrescentou que o país está "preparado para as duas opções", com foco na proteção de seus interesses e da segurança nacional. Vídeos em alta no g1 Mais cedo, o tom foi reforçado por uma autoridade militar. Mohammad Jafar Asadi, vice-inspetor do comando das forças armadas Khatam al-Anbiya, afirmou que considera “provável” uma retomada do conflito e criticou a postura americana. “Uma retomada do conflito entre o Irã e os EUA é provável, e os fatos demonstraram que os Estados Unidos não respeitam nenhuma promessa ou acordo”, declarou. As declarações ocorrem após o presidente Donald Trump afirmar que não está “satisfeito” com a nova proposta apresentada por Teerã para retomar as negociações de paz. Trump rejeita proposta do Irã Trump recebe astronautas da Artemis II no Salão Oval da Casa Branca Reuters/Evelyn Hockstein A proposta apresentada pelo Irã e rejeitada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, previa reabrir o tráfego comercial no Estreito de Ormuz e encerrar o bloqueio naval à região. Segundo informou uma alta autoridade iraniana neste sábado, o plano sugeria o fim das hostilidades imediatas, deixando as discussões sobre o programa nuclear para uma etapa posterior. Em resumo, o plano estabelecia que: a guerra terminaria com garantias de que Israel e EUA não atacariam o país novamente; o Irã abriria o Estreito de Ormuz imediatamente; os EUA encerrariam o bloqueio aos portos iranianos; as discussões sobre restrições ao programa nuclear seriam realizadas em uma fase posterior, em troca do fim das sanções econômicas. O impasse diplomático ocorre quatro semanas após os EUA e Israel suspenderem uma campanha de bombardeios contra o Irã. Até o momento, não houve acordo para encerrar o conflito que já provocou a maior interrupção na história do fornecimento global de energia. Há mais de dois meses, o Irã bloqueia quase todo o transporte marítimo no Golfo Pérsico, permitindo apenas a circulação de suas próprias embarcações. Em represália, no mês passado, o governo americano impôs seu próprio bloqueio a navios que partem de portos iranianos. Condição americana Washington mantém a postura de que não encerrará a guerra sem um acordo que garanta que o Irã nunca obterá uma arma nuclear — o principal motivo alegado por Trump ao lançar os ataques em fevereiro. O Irã, por sua vez, reitera que seu programa nuclear tem fins pacíficos. Sob condição de anonimato, uma autoridade iraniana afirmou à Reuters que o governo acredita que a proposta de "fatiar" o acordo — separando a crise marítima da questão nuclear — seria um passo significativo para facilitar o entendimento. "Neste modelo, as negociações sobre a questão nuclear, que é mais complexa, seriam movidas para a etapa final para criar uma atmosfera mais favorável", explicou o oficial. O novo cronograma teria sido enviado formalmente aos Estados Unidos através de mediadores internacionais. *Com informações das agências de notícias France Presse e Reuters Um homem segura uma bandeira com a imagem do líder falecido da Revolução Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, do falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e do novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, durante um protesto em Teerã, Irã, em 29 de abril de 2026 Majid Asgaripour/WANA via Reuters

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