Revista Oeste
A líder opositora venezuelana e ganhadora do Nobel da Paz 2025, María Corina Machado , convocou para este domingo, 3 de maio, uma série de manifestações em mais de 120 cidades ao redor do mundo em apoio aos presos políticos na Venezuela. A mobilização inclui atos dentro na Venezuela, como em Caracas, além de cidades da Europa e das Américas, em uma tentativa de ampliar a pressão internacional contra o regime. Em mensagem divulgada nas redes sociais, Machado fez um apelo direto à população e à comunidade internacional: “Eles e suas famílias precisam da nossa voz, precisam da nossa força e por isso levantaremos a nossa voz, neste domingo (3/5), para que o mundo inteiro ouça o clamor pela liberdade, pela justiça, pela democracia, que hoje elevamos desde a Venezuela”, declarou María Corina Machado. https://twitter.com/AlbertoRodNews/status/2050586871353213303 Atos miram denúncias contra o regime A articulação é coordenada pelo grupo Comando Con Venezuela , ligado à oposição, que organizou pontos de concentração em diferentes cidades. Na capital venezuelana, um dos locais escolhidos é a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), conhecida como El Helicoide — estrutura associada à detenção de opositores. + María Corina Machado fala em retorno para ‘reconstrução’ da Venezuela Segundo a ONG Foro Penal, o país soma atualmente 454 presos políticos, entre eles estrangeiros e pessoas com dupla nacionalidade. O regime venezuelano, por sua vez, negou a existência de presos políticos e sustentou que as detenções decorrem de crimes comuns — versão contestada por organizações de direitos humanos e lideranças opositoras. https://www.youtube.com/watch?v=tsUuCQw8Lvw Mobilização internacional Além da Venezuela, há atos previstos em diversos países, incluindo: Espanha; Itália; Portugal; França; Bélgica; Holanda; Estados Unidos; Canadá; Brasil; Argentina; Chile; Colômbia; Peru; Panamá; Equador; e Uruguai. A estratégia da oposição é ampliar a visibilidade internacional da crise venezuelana e reforçar denúncias de perseguição política. A convocação ocorre em meio a novas críticas da oposição à política econômica do governo. + María Corina Machado anuncia retorno à Venezuela ‘nas próximas semanas’ https://www.youtube.com/watch?v=DW20xTpZhFE O ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia afirmou que “trabalhar na Venezuela não garante a vida e isso não é normal”. “Já chega”, destacou. “Você que sustenta o país com seu trabalho merece muito mais, merece um salário digno para ter uma vida digna.” Edmundo González também é opositor da ditadura chavista | Foto: Reprodução/Instagram A declaração veio depois do anúncio de um aumento da chamada “renda mínima integral” para US$ 240 mensais, feito pela vice-presidente Delcy Rodríguez. A medida, no entanto, foi criticada por opositores por ser baseada majoritariamente em bônus, sem impacto direto em direitos trabalhistas. Críticas ao modelo econômico Aliados da oposição afirmam que o modelo adotado pelo governo não resolve a crise estrutural do país. O dirigente Juan Pablo Guanipa classificou o reajuste como insuficiente: “Os salários não vão crescer por decreto e a economia não vai se recuperar com um anúncio no Jornal Oficial”. Liderança no exterior Maria Corina Machado está fora da Venezuela | Foto: Reprodução/Facebook María Corina Machado está fora da Venezuela desde dezembro, depois de passar meses na clandestinidade para evitar prisão. Ela deixou o país para receber, na Noruega, a medalha do Prêmio Nobel da Paz de 2025 — reconhecimento internacional por sua atuação política. Mesmo no exterior, a líder segue coordenando ações da oposição e intensificando denúncias contra o regime chavista. O post María Corina Machado convoca atos globais por presos políticos na Venezuela apareceu primeiro em Revista Oeste .
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