Revista Oeste
O pastor Silas Malafaia afirmou ser alvo de “perseguição política” depois de se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita durante culto realizado neste domingo, 3, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na zona norte do Rio de Janeiro, que reuniu mais de 6 mil pessoas. No evento, Malafaia voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes e sustentou que suas falas não configuram crime, por terem caráter genérico e não mencionarem nomes diretamente. + 1ª Turma do STF forma maioria para tornar Malafaia réu https://twitter.com/PastorMalafaia/status/2050964407711084926/ A cerimônia contou com a presença de aliados políticos, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) e o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que foram chamados ao altar durante o culto. Críticas ao governo e à atuação do STF Durante a pregação, Malafaia também direcionou críticas ao governo federal, especialmente a programas sociais. Ele questionou a ampliação do Bolsa Família e afirmou que a política pública estaria sendo utilizada com fins eleitorais. “Favor de governo é para ajudar a linha da miséria, não é para comprar voto”, disse o pastor. “Como é que esse país vai prosperar onde os beneficiados do governo são mais do que as pessoas que produzem?” https://www.youtube.com/watch?v=EwFKn2MTpRA O líder religiosotambém criticou mudanças na legislação trabalhista, como o debate sobre o fim da escala 6x1, além de atacar o inquérito das fake news em tramitação no STF, que classificou como “ilegal” e “imoral”. Malafaia fala sobre denúncia Malafaia se tornou réu por injúria após denúncia relacionada a declarações feitas sobre integrantes das Forças Armadas. O caso foi analisado pelo STF, que entendeu não haver calúnia, mas apontou possível ofensa à honra. As declarações fazem referência a um discurso feito em abril de 2024, na Avenida Paulista, quando Malafaia criticou generais do Exército. Ao comentar o episódio, o pastor afirmou que suas críticas não são motivadas por ódio, mas fez nova referência ao ministro Alexandre de Moraes:“Se não se arrepender, virá justiça sobre ele em nome de Jesus”. Aproximação política Antes do culto, Flávio Bolsonaro e outros aliados se reuniram com Malafaia em uma sala reservada, segundo o jornal Folha de S.Paulo . Depois do encontro, o senador afirmou que buscava oração do pastor. Durante a cerimônia, os políticos presentes foram chamados ao altar e receberam aplausos do público, em um gesto que, nos bastidores, foi interpretado como sinal de reaproximação entre Malafaia e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. + Aliados costuram aproximação, e Malafaia deve anunciar apoio público a Flávio https://www.youtube.com/shorts/0lzmmYtcpMs A movimentação ocorre em meio à reorganização de forças no Rio de Janeiro, considerado um dos principais redutos do bolsonarismo. Lideranças do PL avaliam que o apoio de líderes evangélicos pode ter peso relevante nas próximas eleições. Sóstenes Cavalcante, líder do partido na Câmara e pastor licenciado da ADVEC, tem atuado na aproximação de Flávio com igrejas, embora reconheça a fragmentação interna do segmento. https://twitter.com/DepSostenes/status/2051019699442385153 Restrição de contato com Bolsonaro Ao final do culto, Malafaia afirmou que está impedido de manter contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro por decisão do ministro Alexandre de Moraes. “Eu estou impedido de falar com ele por uma cautelar do ministro Alexandre de Moraes”, disse. “Mande para ele o meu abraço.” Segundo o pastor, a relação entre os dois sempre incluiu diálogo franco, inclusive com críticas e sugestões durante o período em que Bolsonaro esteve na Presidência. + Veja mais em Política O post Malafaia diz ser ‘perseguido’ por Moraes e reforça apoio a Flávio em culto apareceu primeiro em Revista Oeste .
Go to News Site