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Da guitarrada ao carimbó: música do Pará faz público dançar em Xangai, na China | Collector
Da guitarrada ao carimbó: música do Pará faz público dançar em Xangai, na China
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Da guitarrada ao carimbó: música do Pará faz público dançar em Xangai, na China

O público em Xangai, na China, não ficou parado. Vídeos mostram a plateia dançando, aplaudindo e até formando “trenzinho” ao som da música amazônica levada por artistas do Pará. Entre chineses e pessoas de diferentes partes do mundo, o ritmo da Amazônia atravessou idiomas e conquistou quem estava no evento. No palco, Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro conduziram o show com guitarrada, carimbó, brega e lambada. Pai e filho, eles são referências da música amazônica e apresentaram ao público internacional uma síntese de sonoridades construídas na região. A apresentação integra a Plataforma Música Brasil, iniciativa do Ministério da Cultura dentro do Ano Cultural Brasil–China, que levou mais de 120 profissionais da cultura ao país asiático. A programação reúne artistas de diferentes regiões e estilos, reforçando a diversidade da música brasileira. O Festival Psica, de Belém, foi convidado a integrar a comitiva e assinou a curadoria dos artistas do Norte na missão. “A gente fazer parte dessa programação mostra que essa cena tem força, tem consistência e está sendo vista”, afirmou o curador Gerson Dias. Sobre a escolha, ele destacou o papel dos músicos. “Trazer o Manoel e o Felipe também foi uma forma de reverenciar os nossos grandes mestres. Ele tem uma linguagem universal, mesmo sendo uma música feita na Amazônia”, disse. Felipe Cordeiro celebrou a recepção. “Estamos muito orgulhosos de poder levar a música popular brasileira feita na Amazônia para Xangai. É guitarrada, lambada, brega, carimbó, lá do outro lado do mundo! É muita onda!”. Manoel completou: “Com a estrutura deles, chegamos mais longe, e isso nos deixa mais fortes”. A participação ocorre dentro de uma agenda mais ampla de intercâmbio cultural entre Brasil e China. No palco, a resposta do público indicou que, mesmo a milhares de quilômetros de distância, a música amazônica encontrou sintonia — e fez gente do mundo inteiro dançar.

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