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Defesa de Musk pressiona Greg Brockman a devolver US$ 29 bilhões à OpenAI | Collector
Defesa de Musk pressiona Greg Brockman a devolver US$ 29 bilhões à OpenAI
Jornal O Globo

Defesa de Musk pressiona Greg Brockman a devolver US$ 29 bilhões à OpenAI

Após o depoimento do magnata da tecnologia Elon Musk na semana passada, um dos cofundadores da OpenAI depôs nesta segunda-feira no julgamento iniciado na Califórnia pelo homem mais rico do mundo contra os criadores do ChatGPT. Os advogados de Musk convocaram Greg Brockman para depor com o objetivo de demonstrar ao júri que os fundadores da OpenAI manipularam seu benfeitor inicial para transformar uma missão filantrópica em uma empresa lucrativa avaliada em centenas de bilhões de dólares. Brockman é o aliado mais próximo de Sam Altman, diretor-executivo e cofundador da OpenAI. O cofundador e presidente da OpenAI, Greg Brockman, declarou que sua participação na startup agora vale quase US$ 30 bilhões, levando um advogado de Elon Musk a questionar por que ele não doou a maior parte de seus ganhos para a fundação sem fins lucrativos responsável pelo ChatGPT. Após Brockman revelar sua participação na OpenAI — o que o torna um dos maiores acionistas individuais da empresa — o advogado Steven Molo o pressionou sobre uma anotação de 2017 em seu diário pessoal, na qual escreveu: “Financeiramente, o que me levará a US$ 1 bilhão?” As anotações privadas foram apresentadas pela equipe jurídica de Musk como prova-chave de que Brockman e o diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, estavam mais focados em enriquecer do que em desenvolver inteligência artificial para beneficiar a humanidade. — Em vez de considerar como desenvolver financiamento para a organização sem fins lucrativos, que precisava disso, você estava preocupado com o que seria necessário para chegar a US$ 1 bilhão? —perguntou Molo. Brockman disse ao júri que discordava da caracterização feita por Molo sobre a anotação. Ele afirmou que, naquele momento, os cofundadores da OpenAI reconheceram que precisavam criar uma entidade com fins lucrativos para sustentar a missão, mas que ele estava avaliando várias opções. — Havia uma bifurcação no caminho —, disse Brockman. — Aceitamos os termos do Elon? Ou rejeitamos os termos, ele sai para criar a própria empresa, e então criamos a nossa? Meu raciocínio era: ‘Se eu puder chegar a um bilhão de dólares, sinto que estou bem.’ Eu não me importaria com A ou B. Molo aproveitou a resposta de Brockman: — Você disse que estaria ‘bem’ com um bilhão. Afirmou Molo. — Por que você não pegou os US$ 29 bilhões e doou para a organização sem fins lucrativos à qual você tinha um dever fiduciário, pelo bem da humanidade? Por que não fez isso? — questionou. Brockman respondeu que as conquistas da OpenAI e o valor da organização sem fins lucrativos foram construídos com “sangue, suor e lágrimas” desde que Musk deixou a empresa. Ele também disse que sua reflexão sobre alcançar US$ 1 bilhão era mais um comentário sobre qual escolha o deixaria “realmente satisfeito”. — Qual delas me faria sentir: Isso é algo que me entusiasma a levantar da cama e trabalhar todos os dias — disse Brockman. — Então, para deixar claro, são necessários US$ 30 bilhões para te tirar da cama de manhã, mas um bilhão não? — perguntou Molo. — Não é isso que estou dizendo— respondeu Brockman. Molo repetiu várias vezes sua pergunta sobre a doação dos US$ 29 bilhões. Diante de objeções dos advogados da OpenAI, a juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers afirmou que Brockman “não respondeu realmente à pergunta”. As apostas no julgamento no tribunal federal em Oakland, Califórnia, são altas para a OpenAI. Se Musk convencer o júri e a juíza de que os líderes da empresa abandonaram suas origens sem fins lucrativos para lucrar com o projeto em benefício próprio, ele pede medidas que podem desestabilizar a empresa. Além de buscar dezenas de bilhões de dólares em indenizações, Musk também quer a remoção de Altman e Brockman de seus cargos de liderança e a reversão da transformação da empresa em uma entidade com fins lucrativos, concluída em outubro. A OpenAI argumenta que o processo movido por Musk é, principalmente, uma tentativa de enfraquecer um concorrente importante de sua própria empresa de IA, a xAI. A empresa também sustenta que o próprio Musk defendia a reestruturação da OpenAI como uma entidade com fins lucrativos antes de deixar o conselho em 2018. Altman já afirmou repetidamente que não possui participação acionária na OpenAI. Questionado pelo advogado de Musk se sua grande participação violaria seu dever para com a humanidade, Brockman respondeu que não e enfatizou que a empresa “criou a organização sem fins lucrativos mais bem financiada da história”. A OpenAI informou na segunda-feira que a participação de sua divisão sem fins lucrativos na empresa agora vale cerca de US$ 200 bilhões. Após concluir sua reestruturação com fins lucrativos em outubro, a empresa afirmou que a fundação sem fins lucrativos recebeu uma participação de 26%, então avaliada em aproximadamente US$ 130 bilhões.

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