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Vitória da Conquista, territórios quilombolas Batalha, Lagoa do Arroz e Ribeirão do Paneleiro devem ser regularizados em até um ano. Divulgação/PMVC O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) conclua, em até um ano, a regularização fundiária de terras de três comunidades quilombolas no interior da Bahia. Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 500. A decisão é da 11ª Turma do tribunal e mantém sentença da 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Vitória da Conquista. Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia A ação foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF) após constatar a demora do Incra em concluir o processo administrativo, iniciado em 2008, para reconhecimento e titulação das terras das comunidades de Ribeirão do Paneleiro, Batalha e Lagoa do Arroz, em Vitória da Conquista. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Ao analisar o caso, o relator, desembargador federal Newton Ramos, entendeu que ficou configurada a omissão do poder público. Segundo ele, não basta abrir o processo administrativo, sendo obrigação do Estado concluí-lo em prazo razoável. O magistrado também afirmou que dificuldades administrativas não justificam a paralisação do procedimento por um período tão longo. Para o relator, não é aceitável usar limitações orçamentárias para impedir o exercício de direitos fundamentais, especialmente quando envolvem dignidade humana e identidade cultural de povos tradicionais. Por fim, o colegiado considerou que o prazo de 12 meses e a multa aplicada são proporcionais ao caso. A decisão foi unânime. Famílias quilombolas de seis municípios da Bahia são cadastradas Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (04), o Incra informou que iniciou ações de atualização e cadastramento de famílias quilombolas em comunidades do interior da Bahia. Os trabalhos seguem até o dia 14 de maio de 2026 e envolvem dez comunidades localizadas em seis municípios do estado. De acordo órgão, duas equipes atuam no cadastramento das famílias na Plataforma de Governança Territorial (PGT). A expectativa é inserir os dados de pelo menos 1,4 mil famílias que vivem em territórios quilombolas que já tiveram os Relatórios Técnicos de Identificação e Delimitação (RTID) concluídos. O objetivo da ação é identificar famílias remanescentes de quilombos aptas a integrar o Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA). Quem atender aos critérios poderá acessar políticas públicas executadas pelo Incra, como o Crédito Instalação. As atividades ocorrem nos municípios de Nova Viçosa, Ibirapuã, Caravelas, Camamu, Ituberá e Taperoá, em áreas das regiões do Baixo Sul, Litoral Sul e Extremo Sul da Bahia. Os deslocamentos das equipes somam cerca de 1,5 mil quilômetros. Os trabalhos começaram na comunidade quilombola Cândido Mariano, em Nova Viçosa, nos dias 29 e 30 de abril, com o cadastramento de 250 famílias. No mesmo município, também houve atendimento na comunidade Rio Sul. Nesta segunda-feira (4), as equipes fizeram o cadastro de famílias da Vila Juazeiro, em Ibirapuã. Segundo o Incra, em seguida, os atendimentos seguem para Caravelas, nas comunidades Mota, na quarta-feira (6), e Volta Miúda, na quinta-feira (7). Em Camamu, o cronograma prevê atendimentos nas comunidades Fôjo, Porto do Campo e Jetimana e Boa Vista, nos próximos dias 9, 10 e 11. A programação inclui ainda a comunidade Lagoa Santa, em Ituberá, no dia 13, e Graciosa, em Taperoá, no dia 14. LEIA MAIS: Festival imobiliário reúne oportunidades de moradias a partir de R$ 192 mil em Salvador e RMS Inscrições do Reda para Secretaria das Mulheres com salários de quase R$ 4 mil começam nesta segunda; veja funções disponíveis DPE-BA realiza mutirão de atendimento jurídico em pensão alimentícia para mães em Salvador Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia
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