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Ex-presidente do TST critica divisão ideológica na Corte: ‘Nociva’ | Collector
Ex-presidente do TST critica divisão ideológica na Corte: ‘Nociva’
Revista Oeste

Ex-presidente do TST critica divisão ideológica na Corte: ‘Nociva’

Ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto criticou a existência de divisões ideológicas na Corte ao comentar as recentes declarações do atual presidente do tribunal, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho , que se definiu como “vermelho”. Em entrevista ao programa Oeste Sem Filtro , nesta segunda-feira, 4, o jurista afirmou que nunca identificou esse tipo de separação entre magistrados. “Enquanto advoguei e atuei como ministro, nunca constatei esse tipo de divisão, extremamente nociva, injusta e irreal”, disse Pazzianotto. Para ele, não há critérios que sustentem a classificação entre “vermelhos” e “azuis”. Ao comentar o uso dos termos citados acima, o jurista acrescentou: “O vermelho é uma cor bonita, mas também é a cor do PT, da bandeira da China e da antiga União Soviética”. Em seguida, reforçou o argumento com base institucional: “A Constituição não é vermelha, tampouco azul”. As críticas do ex-presidente do TST Pazzianotto afirmou que a Constituição de 1988 estabelece bases claras para as relações de trabalho, com reconhecimento da iniciativa privada e proteção ao trabalhador. Segundo o ex-presidente do TST, a leitura ideológica não encontra respaldo no texto constitucional. O jurista também criticou o funcionamento da Justiça do Trabalho, sobretudo em razão do volume de processos. Ele afirmou que o sistema enfrenta uma “verdadeira fábrica de reclamações trabalhistas”, o que compromete a análise individual dos casos. Para ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Almir Pazzianotto, não há critérios que sustentem a classificação entre 'vermelhos' e 'azuis' | Foto: Aldo Dias/TST “É difícil encontrar uma vara do trabalho em que o juiz tenha tempo para examinar cuidadosamente cada processo”, disse o jurista. Na avaliação dele, a concessão ampla de justiça gratuita contribui para esse cenário. “O advogado diz ao reclamante: ‘Vamos entrar com processo’. E, mesmo sem fundamento, acaba encontrando algum argumento”, afirmou. Pazzianotto comentou também a resistência de parte da magistratura a mudanças no mercado de trabalho. Ele mencionou temas como terceirização, pejotização e novos modelos de prestação de serviço. https://www.youtube.com/watch?v=q35MxzdO9yk Advogado e especialista em direito trabalhista, Pazzianotto foi ministro do Trabalho entre 1985 e 1988 e presidiu o TST entre 2000 e 2002. + Leia mais notícias de Política em Oeste O post Ex-presidente do TST critica divisão ideológica na Corte: ‘Nociva’ apareceu primeiro em Revista Oeste .

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