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André do Prado volta aos EUA para definir últimos detalhes e ser anunciado por Eduardo Bolsonaro como candidato ao Senado por SP | Collector
André do Prado volta aos EUA para definir últimos detalhes e ser anunciado por Eduardo Bolsonaro como candidato ao Senado por SP
Jornal O Globo

André do Prado volta aos EUA para definir últimos detalhes e ser anunciado por Eduardo Bolsonaro como candidato ao Senado por SP

O deputado estadual André do Prado (PL) voltou aos Estados Unidos para conversar com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a dias de ser anunciado pré-candidato ao Senado por São Paulo, na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O anúncio deve ser feito por Eduardo ainda nesta semana. Avaliação do governo: Tarcísio minimiza queda de aprovação da gestão e diz que pesquisa aponta momento Pesquisa Genial/Quaest: Tebet, França e Marina lideram corrida paulista ao Senado e ameaçam grupo de Tarcísio em SP A decisão do PL de lançar André do Prado vai na linha do que vinha sendo defendido pelo governador nos últimos meses: apostar em um nome de centro-direita, menos ideológico, para fazer frente aos nomes da esquerda na disputa ao Senado – que, segundo a mais recente pesquisa Genial/Quaest, estão numericamente a frente dos postulantes da direita. Essa é a terceira vez que o deputado viaja para os EUA para se encontrar com Eduardo, que será o suplente de Prado. Ele viajou nesta segunda-feira (4) e deve retornar ao Brasil na noite desta terça (5). Em evento no Palácio dos Bandeirantes nesta terça-feira (5), o governador Tarcisio de Freitas (Republicanos) comentou sobre a ausência de André do Prado na solenidade, voltada à apresentação de entrega de obras a prefeitos paulistas. – Quero agradecer ao presidente da Alesp em exercício, Gilmaci Santos, e queria agradecer ao presidente da Alesp. André do Prado está nos Estados Unidos e vai trazer grandes notícias de lá – afirmou Tarcísio. O outro pré-candidato da direita ao Senado será o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio. O lançamento da pré-candidatura de Derrite vai ocorrer na semana que vem, com eventos em Campinas e Sorocaba, e deve contar com a presença do governador e do pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Desde 2023, Prado ocupa o cargo de presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o que projetou seu nome dentro da política paulista para alçar a indicação. Desde o ano passado, seu nome passou a ser cotado para compor a chapa majoritária de Tarcísio, inicialmente como vice, depois como candidato a senador. Com a decisão do governador de manter Felício Ramuth (MDB) como vice para a tentativa de reeleição, Prado passou a se movimentar mais assiduamente em torno da candidatura ao Senado e, para isso, precisava do aval de Eduardo Bolsonaro. Isso porque havia um acerto no PL de que uma das vagas ao Senado em São Paulo ficaria para Eduardo. A situação mudou quando o deputado se mudou para os Estados Unidos, passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, posteriormente, perdeu o cargo na Câmara dos Deputados. Ficou decidido, então, que caberia a Eduardo indicar o nome para concorrer ao Senado no estado. Nas conversas com o filho de Jair Bolsonaro (PL), Prado tentou convencer Eduardo de que seu perfil, menos ideológico e com capacidade de diálogo com diferentes vertentes, seria o ideal para a vaga. Ficou acordado que Eduardo será seu suplente. O suplente de um senador só assume a vaga em caso de morte, renúncia, cassação ou licença superior a 120 dias do titular. Eduardo perdeu o cargo na Câmara dos Deputados por uma decisão administrativa, em razão de excesso de faltas, e por isso não perdeu os direitos políticos nem ficou inelegível. Entretanto, desde o ano passado ele é investigado pelo Supremo por suspeita de tentar coagir o Poder Judiciário e ter articulado, nos Estados Unidos, sanções contra autoridades brasileiras, incluindo ministros da Corte. Considerado da “velha guarda” do PL, Prado integra o partido muito antes da entrada da família Bolsonaro na legenda, e é tido como “menos ideológico” do que os familiares do ex-presidente. Entretanto, o deputado sempre apoiou o clã e deve adotar uma postura mais crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF) daqui para frente, como forma de abraçar a principal agenda dos bolsonaristas na disputa ao Senado e de afagar resistências em torno de seu nome, considerado mais “centrista”. Ao escolher Prado, o PL desbanca o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo (PL), mais ligados ao bolsonarismo e que também eram cogitados para a vaga.

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