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PF aponta que deputado Thiago Rangel ofereceu vagas de emprego na Educação para traficante do Rio | Collector
PF aponta que deputado Thiago Rangel ofereceu vagas de emprego na Educação para traficante do Rio
Jornal O Globo

PF aponta que deputado Thiago Rangel ofereceu vagas de emprego na Educação para traficante do Rio

A Polícia Federal encontrou uma série de mensagens em que o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) trata sobre disponibilizar vagas de "auxiliar de serviços gerais" em órgãos da Educação para o traficante Arídio Machado da Silva Junior, mais conhecido como "Júnior do Beco". A PF diz que ele é um criminoso de "alta periculosidade", com uma "extensa ficha criminal", dentre eles processos e condenações por homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Um interlocutor do deputado recebeu uma planilha com dois nomes indicados por Júnior do Beco. Entre eles estava a irmã do traficante e uma mulher que foi alvo na Operação Roncador, de 2006, que mirava um esquema de tráfico de drogas na região de Campos dos Goytacazes (RJ). Os diálogos aconteceram em junho de 2021. Segundo a PF, Thiago Rangel tinha uma "relação íntima" com Júnior do Beco. "Foi notada conversa (...) em que é possível observar que Arídio possui relação íntima com THIAGO RANGEL, sendo-lhe disponibilizada por este (deputado) duas vagas de trabalho como 'auxiliar de serviços gerais' para indicações, aparentemente em órgãos públicos da área de educação", diz a trecho de representação da PF. O deputado estadual foi preso preventivamente nesta terça-feira por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A operação busca desarticular uma suposta organização criminosa voltada à prática de fraudes em licitações na secretaria estadual de Educação do Rio de Janeiro. Júnior do Beco não foi alvo da operação de hoje. Nesta terça-feira, agentes da PF saíram às ruas para cumprir sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana, as três últimas no Noroeste Fluminense, reduto político de Rangel. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo no contexto da ADPF 635, que prevê a atuação coordenada da Polícia Federal no combate aos principais grupos criminosos do Rio e as suas conexões com o poder político. A defesa de Thiago Rangel disse ter recebido com surpresa a notícia da ação da PF e da prisão preventiva do deputado. "Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal. O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos. A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida", diz o texto.

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