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Falso policial fez surpresa romântica para conquistar vítima no DF O Tribunal de Justiça do Distrito Federal(TJDFT) manteve, em segunda instância, a condenação de Samuel Carlos da Silva Batista, conhecido como “Don Juan”, por aplicar golpes financeiros em mulheres com quem se relacionava. A pena é de 7 anos, 7 meses e 28 dias de prisão, em regime inicial fechado. A decisão é da 1ª Turma Criminal, que negou recurso da defesa e manteve integralmente a sentença. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Samuel ficou conhecido em 2022 após ser investigado por fingir ser policial militar Grupo Tático Operacional (GTOP) para conquistar vítimas no DF. À época, ele usava uniformes, distintivos e enviava áudios simulando operações para ganhar credibilidade. De acordo com o processo, as vítimas eram convencidas a emprestar dinheiro sob diferentes justificativas, como bloqueio de contas, despesas com advogado e compra de veículo. Uma das mulheres teve prejuízo superior a R$ 26 mil, incluindo dinheiro da própria filha menor de idade. A outra perdeu cerca de R$ 2 mil. O g1 tenta contato com Samuel. Objetos apreendidos com Samuel Carlos da Silva Batista, "Don Juan" que enganava mulheres no DF Polícia Civil/Reprodução e arquivo pessoal A Justiça considerou o abalo psicológico das vítimas, o envolvimento de menor de idade e a atuação repetida do réu para manter a pena em regime fechado. A decisão foi unânime. Falsa farda como base do golpe Para o relator do caso, a identidade de policial era o principal instrumento da fraude, uma vez que, sem a aparência de estabilidade associada à função pública, as narrativas não convenceriam as vítimas. A defesa alegou que os valores foram emprestados voluntariamente e que houve pagamentos parciais, o que indicaria ausência de intenção criminosa. A tese foi rejeitada. Em 2022, a Polícia Civil apreendeu com Samuel uma pistola de pressão, algemas, distintivos falsos e uniformes semelhantes aos de forças de segurança (veja imagem abaixo). Homem usava distintivo falso para enganar as vítimas PCDF/Reprodução Segundo as vítimas, o "Don Juan" andava armado e enviava áudios e imagens dizendo estar em missões (veja gravações abaixo). No entanto, o nome do homem não foi encontrado como integrante de nenhuma das corporações citadas por ele. Segundo as vítimas, Samuel se apresentava como policial. Ele sempre aparecia em fotos com roupas semelhantes a uma farda, e armado. Chegava até a mandar áudios (ouça abaixo) falando sobre o que estava fazendo no suposto trabalho. Em uma das gravações, afirmou: "Tenho que lavar viatura, tenho que voltar para a base". Em outra, disse: "Beijo meu bem, vou ter que levar o 'doidinho' pra fazer o exame de corpo de delito". Em áudio, falso policial diz para namorada que estava em missão "'Tô' saindo agora aqui para o patrulhamento. A gente sai uma hora mais cedo nas viaturas caracterizadas, né? Vamos nessa. Deus abençoe a gente aí. Ore por mim sempre, para Deus nos dar livramento. Hoje eu estou um pouco angustiado, coração apertado, mas 'vai dar bom'. Equipe na rua e Deus do nosso lado, dando vitória sempre. Te amo", disse em outro. As vítimas afirmam que, quando criava intimidade com as mulheres que se envolvia, Samuel mostrava um lado que parecia ser romântico, preparava surpresas. A partir daí, começavam os pedidos de dinheiro. Uma das vítimas diz que Samuel quis ajuda para comprar um carro. "Ele foi fechar esse negócio mas faltavam R$ 4 mil. [Eu disse:] 'Eu te empresto os R$ 4 mil e depois você me paga'. Ele nunca pagou", conta. Samuel Batista é suspeito de fingir ser policial para cometer estelionato amoroso no DF Reprodução e arquivo pessoal LEIA TAMBÉM: VÍDEO: morador é multado após fazer 'cavalo de pau' em condomínio no DF VÍDEO: dupla troca mochilas e furta equipamentos de fotógrafa no DF; prejuízo chega a R$ 60 mil Leia mais notícias sobre a região em g1 DF.
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