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Ilha do Medo: entenda final explicado do filme de suspense | Collector
Ilha do Medo: entenda final explicado do filme de suspense
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Ilha do Medo: entenda final explicado do filme de suspense

O filme Ilha do Medo, hoje disponível na Netflix, Amazon Prime Video e Apple TV, ainda continua a intrigar novos espectadores, mesmo após 16 anos de seu lançamento nos cinemas. O longa do diretor Martin Scorsese (Assassinos da Lua das Flores) é uma adaptação do romance homônimo de Dennis Lehane, onde um detetive com traumas mal resolvidos investiga um desaparecimento numa ilha onde funciona uma clínica psiquiátrica. As principais dúvidas estão relacionadas a até onde o filme é real. O suspense é estrelado por Leonardo DiCaprio (Titanic), Mark Ruffalo (De Repente, 30) e Ben Kingsley (Magnum). Grande parte do fascínio do público em torno de Ilha do Medo está em seu final enigmático e aberto a diferentes interpretações. Nesse guia do TechTudo, você confere todos os detalhes relacionados ao enredo, os mistérios mais intrigantes e desvenda de forma definitiva o desfecho do longa. Quando O Diabo Veste Prada 2 chega ao Disney+? Veja previsão de estreia Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews Comparador de celulares do TechTudo: analise preços, ficha técnica e recursos A Ilha do Medo tem um dos finais abertos mais enigmáticos do cinema Reprodução/The Movie Database Como rodar serviços de streaming em um PC antigo? Saiba no Fórum do TechTudo Assistiu Ilha do Medo e ficou em dúvida sobre o final? Veja todos os detalhes a seguir. Sinopse de Ilha do Medo Elenco de Ilha do Medo O que acontece no final? Andrew Laeddis e Teddy Daniels são a mesma pessoa? Quem são Rachel Solando e Dolores Chanal? A Lei dos 4 e o Paciente 67 George Noyce é real? O que significa a frase "viver a vida como um monstro ou morrer como um homem bom"? Sobre o que realmente é a Ilha do Medo? Onde assistir ao filme Ilha do Medo? Vale a pena assistir ao filme Ilha do Medo? Filmes parecidos com Ilha do Medo para assistir Sinopse de Ilha do Medo No ano de 1954, o detetive federal Edward "Teddy" Daniels (DiCaprio) viaja até um manicômio para criminosos insanos chamado Hospital Ashecliffe, localizado na pequena ilha de Shutter Island, na baía de Massachusetts (EUA). Foi nesse ambiente que uma criminosa chamada Rachel Solando, acusada de assassinar seus três filhos, desapareceu sob circunstâncias misteriosas. Teddy investiga o caso ao lado de seu parceiro novato Chuck Aule (Ruffalo), mas o policial acaba descobrindo que a região e seus personagens podem aflorar traumas do seu passado. Elenco de Ilha do Medo Além dos astros Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo e Ben Kingsley, fazem parte do elenco Max von Sydow (Game of Thrones) no papel do Dr. Jeremiah Naehring, Michelle Williams (Venom) como Dolores Chanal, Emily Mortimer (A Garota Ideal) e Patricia Clarkson (Sharp Objects) interpretando Rachel Solando, Jackie Earle Haley (Watchmen, o filme) dando vida à George Noyce, Ted Levine (O Silêncio dos Inocentes) sendo Warden e Elias Koteas (As Tartarugas Ninja) como Andrew Laeddis. Final de A Ilha do Medo até hoje gera mistério entre os fãs Reprodução/The Movie Database O TechTudo também explica Impuros 6ª temporada: entenda final explicado da série brasileira do Disney+ Se Desejos Matassem: veja final explicado da série de suspense Netflix O Jogo do Predador: veja final explicado do novo filme de suspense Netflix Sem Salvação: entenda final explicado da série top 1 da Netflix O Grande Truque: entenda final explicado e 'plot twist' do filme Stranger Things Histórias de 85: entenda final explicado da série Netflix Os Casos de Harry Hole: veja final explicado da série de suspense Netflix Juntos: entenda final explicado do aclamado filme de terror O Refúgio Atômico: entenda final explicado da série Netflix Desobedientes: entenda final explicado da nova série de suspense da Netflix O que acontece no final? No decorrer do filme, descobrimos que Teddy aceita o caso do desaparecimento de Rachel Solando de forma não oficial. O que ele quer na verdade é encontrar Andrew Laeddis, ex-funcionário do prédio onde morava e responsável pelo incêndio que matou Dolores, sua esposa. Com o passar dos dias, Teddy desconfia que o Hospital Ashecliffe realiza experimentos antiéticos em pacientes insanos, como lobotomias e terapias de choque. Essas práticas seriam realizadas no farol da ilha. Depois que Teddy encontra a verdadeira Rachel Solando abrigada em uma caverna (que confirmando todas as teorias acerca do sanatório), Teddy arma sozinho uma invasão até o farol. Ao subir ao topo, ele encontra apenas o Dr. John Cawley (Kingsley), o psiquiatra sênior do hospital. Cawley dá uma notícia avassaladora para Teddy: a de que ele foi um detetive federal, mas que hoje é um interno de Ashecliffe, indo parar no manicômio após assassinar sua esposa dois anos antes. Cawley ao lado de Chuck e Teddy Reprodução/The Movie Database Seu nome verdadeiro é Andrew Laeddis. Acontece que Dolores Chanal, esposa de Andrew, era maníaco-depressiva e matou afogados os três filhos do casal em um surto psicótico. Tomado pela dor, o protagonista matou Dolores com um tiro. Andrew entrou em estado de negação sobre o que fez e criou uma realidade onde não teve filhos e que sua esposa morreu em um incêndio causado por um piromaníaco chamado Andrew Laeddis. Para não assumir a culpa do que fez, o verdadeiro Andrew utilizou uma nova persona, Teddy Daniels. Porém, sua fantasia era perigosa demais para Shutter Island. Durante os dois anos em que conviveu na ilha, o ex-agente federal tentou escapar e chegou a ser agressivo com outros internos. Durante a conversa com Dr. John Cawley, o Dr. Lester Sheehan chega a sala e, para a surpresa de Andrew, ele é Chuck. Na verdade, Lester e Cawley inventaram uma encenação onde Lester assumiu o papel de um parceiro policial de "Teddy" para que, aos poucos, o policial descobrisse a verdade sobre si sem a ajuda de clorpromazina, um remédio antipsicótico que Andrew usou desde o começo de seu tratamento. Andrew ficou traumatizado após matar a esposa, que cometeu o assassinato dos próprios filhos Reprodução/The Movie Database Ao fim, toda essa força tarefa teve como objetivo devolver a sanidade de Andrew; caso contrário, se eles não conseguissem, o detetive seria lobotomizado para diminuir seus impulsos violentos, tendo em vista o seu treinamento militar. Já no alojamento da clínica, Andrew parece consciente de sua insanidade e dos esforços de Cawley para tratá-lo. Porém, no segundos finais do filme, Andrew está sentado em uma escada ao lado de Lester. Mas ele não o vê como médico e sim como seu parceiro Chuck. Isso mostra que sua persona "Teddy" voltou e que ele ainda está delirando. Um preocupado Chuck/Lester dá um sinal negativo para Cawley, que está distante conversando com outros membros da diretoria clínica. O psiquiatra retorna o olhar com desaprovação e fala com Dr. Naehring e Warden. Depois de dizer que seria bom sair de Shutter Island, Andrew/Teddy reflete se valeria a pena "viver a vida como um monstro ou morrer como um homem bom". Em seguida, o protagonista caminha em direção à Naehring e Warden, além de uma dupla de enfermeiros. No final, vemos uma imagem do farol ao pôr do sol, local que seria o ponto dos experimentos ilegais de Ashecliffe. Andrew finge insanidade para ser lobotomizado nos segundos finais do longa Reprodução/The Movie Database Andrew Laeddis e Teddy Daniels são a mesma pessoa? Quando o filme começa, conhecemos a figura do detetive Edward "Teddy" Daniels, um ex-veterano da Segunda Guerra Mundial que, já em solo americano, perdeu a esposa vítima de um incêndio. Entretanto, no final do filme, descobrimos que essa seria uma personalidade de Andrew Laeddis, nome real do protagonista. Enquanto Teddy Daniels perdeu a esposa em um incêndio, Andrew na verdade assassinou a esposa depois que ela, em um surto psicótico, matou os próprios filhos na casa onde viviam. Nas duas identidades, um elemento permanece em comum: a atuação de Teddy/Andrew nos momentos finais da Segunda Guerra Mundial, onde o protagonista foi um dos responsáveis pela libertação de prisioneiros do campo de concentração de Dachau, na Alemanha. O ato de heroísmo, porém, custou sua sanidade: após supostamente fuzilar soldados nazistas rendidos e se deparar com cadáveres congelados de judeus, Andrew voltou para os EUA com stress pós-traumático, o que lhe gerou um vício em alcoolismo e seu distanciamento familiar. Assombrado pelos horrores do nazismo, Teddy acredita que os mesmos experimentos antiéticos estão sendo realizados no Hospital Ashecliffe. Porém, enxergando a história pelo ponto de vista de Andrew, essa seria uma forma do protagonista entrar em negação dar maior expansão à sua fantasia. Ele também se sente culpado por nunca ter dado o devido reconhecimento aos problemas mentais da esposa, que já demonstrava problemas psicológicos graves antes de ter matado seus filhos. Andrew, porém, ignorou os primeiros sinais. A visão idealizada que Teddy tem de Andrew Laeddis Reprodução/The Movie Database Quem são Rachel Solando e Dolores Chanal? O foco da investigação de Teddy é o desaparecimento misterioso de Rachel Solando, uma "paciente" do hospital psiquiátrico de Shutter Island (o termo é um eufemismo para "detenta", uma vez que todos os internos do local são criminosos diagnosticados com doenças mentais severas). Apesar de empenhado na busca por Rachel, Teddy encara como obstáculos as testemunhas pouco colaborativas e o cerceamento existente dentro de Shutter Island, onde certas áreas não podem ser acessadas por Teddy. Aproximando-se do final do filme, Teddy encontra duas mulheres que dizem ser Rachel Solando. A primeira é apresentada por Cawley, que disse ter resgatado a paciente nos arredores da ilha. Mais à frente, Teddy encontra uma psiquiatra refugiada também chamada de Rachel Solando, que estava abrigada em uma caverna no quebra-mar. Segundo a mulher, Dr. Cawley conduz experimentos com os enfermos em Ashecliffe com aprovação do governo. Tais operações aconteceriam no farol, sob a orientação de Cawley. Porém, nenhuma das pessoas parece existir de verdade, já que o Dr. Cawley alega que ambas as mulheres são fruto da imaginação psicótica de Andrew Laeddis, o nome verdadeiro de Teddy. Vemos que a primeira Rachel Solando é, na verdade, uma enfermeira que atende Andrew. Já a segunda Rachel seria, provavelmente, fruto da imaginação do policial, uma forma dele validar seus pensamentos conspiratórios. Rachel Solando é fruto da imaginação de Teddy Reprodução/The Movie Database A Lei dos 4 e o Paciente 67 Na busca por Rachel Solando, Teddy encontra um pequeno bilhete onde está escrito "A Lei dos Quatro. Quem é o 67". O nome não parece oferecer muita lógica para o detetive, mas aos poucos ele resolve parte da charada: o Hospital Ashecliffe possui 66 pacientes, incluindo Rachel. Ele desconfia que há mais um paciente solto pela ilha. Mas no ato de revelação presente no terceiro ato, descobrimos que Teddy é na verdade Andrew Laeddis, o 67º de Ashecliffe. O número quatro da charada se refere a duas pessoas reais e suas personas: Andrew Laeddis e sua esposa Dolores Chanal são existem de fato, mas são substituídos por Edward Daniels e Rachel Solando. Os nomes das personas são anagramas dos nomes reais. Por outro lado, a única filha de Andrew se chama Rachel e é a vítima mais lembrada por ele do infanticídio cometido por sua esposa. Andrew criou dois nomes fictícios baseados no seu nome e no de sua ex-esposa Reprodução/The Movie Database George Noyce é real? Além de Rachel Solando e Andrew Laeddis, um outro personagem intrigante na vida de Teddy é George Noyce. Ele seria um ex-interno de Ashecliffe que saberia dos podres por trás do hospital. De acordo com o protagonista, Noyce teria se internado no hospital após participar de um experimento criado por psiquiatras do instituto. Depois de voltar à vida normal, Noyce comete um crime e vai parar em uma outra prisão. Descobrimos, porém, que George Noyce está internado na Ala C de Ashecliffe. O reduto é usado apenas por criminosos insanos que podem ser perigosos para os demais. Vemos que o passado de George é completamente diferente. Ele foi agredido após dizer o nome verdadeiro de Teddy quando este estava em um momento de alucinação. Foi por conta dessa agressão grave, que causou uma deformação no rosto de Noyce, que a administração de Ashecliffe tomou como medida drástica a lobotomização Andrew – para contragosto de Cawley e Sheenan, que pretendem curar o protagonista por uma via humanizada. George Noyce é um ex-detento que foi vítima de agressão por parte de Andrew Reprodução/The Movie Database O que significa a frase "viver a vida como um monstro ou morrer como um homem bom"? Quando Andrew passa por mais uma "reinicialização" (momento em que o paciente recobra a sanidade após um período de alucinações), ele tem uma conversa com seu psiquiatra Lester Sheenan e volta a chamá-lo de Chuck, dizendo em seguida que os dois devem sair de Ashecliffe o quanto antes. Em seguida, Andrew diz que, durante seu período na ilha, ele refletiu se valeria a pena "viver a vida como um monstro ou morrer como um homem bom". Eis uma das grandes jogadas de Scorcese na adaptação do livro de Dennis Lehane. Diferente do final do livro, onde Andrew é lobotomizado depois de uma nova recaída comprovada, o filme dá a entender que Andrew forjou a própria insanidade para ter seu cérebro operado. Isso porque ele não queria viver o resto de sua vida como um "monstro"; ou seja, um paciente agressivo responsável pela morte da esposa. Ele queria ser naquele momento um homem são, sem os impulsos violentos que trouxeram dor à outras pessoas. A prova disso é o momento em que Andrew olha junto com Lester para Cawley, para ter certeza de que o psiquiatra daria o aval para o procedimento. O ex-detetive caminha pacientemente em direção ao Dr. Naehring e Warden, que sempre foram a favor de medidas mais radicais contra os impulsos violentos de Andrew. Ao fim, vemos o farol, monumento que simboliza o que o protagonista sempre temia (os experimentos cerebrais), mas não sabemos se de fato a operação foi realizada nesse local. No final do filme, Andrew se entrega voluntariamente ao processo de lobotomização Reprodução/The Movie Database Sobre o que realmente é a Ilha do Medo? O longa de Scorsese engana os espectadores desavisados que imaginam a história como sendo de suspense policial. Os elementos de film noir, como o uso de sombras e a personificação de um detetive melancólico e obstinado, cumprem esse papel. Mas não demora muito para que o filme mostre uma outra perspectiva: a de que estamos na jornada de redenção de uma pessoa paranoica que recusa o horror que se apossou de sua vida. Ao final, vemos que Ilha do Medo narra, na verdade, um psicodrama realizado pelos psiquiatras Sheenan e Cawley. Na literatura médica, o psicodrama é um tipo de terapia criado pelo psicólogo e dramaturgo romeno Jacob Levy Moreno (1889 - 1974). Nesse modelo, os pacientes encenam situações teatrais como forma de ressignificar problemas ou encontrar soluções para questões psíquicas. Cawley conduziu um psicodrama ao lado de Sheenan para trazer a sanidade de Andrew de volta Reprodução/The Movie Database Cansados das fantasias perigosas de Andrew, Sheenan e Cawley convenceram guardas e funcionários a fazerem parte de uma grande encenação onde Andrew acreditaria que está de fato cobrindo um grande caso de desaparecimento. Mesmo com a difícil percepção para os espectadores menos atentos, os elementos que comprovam essa grande encenação estavam presentes em diferentes momentos: No começo do filme, Teddy passa mal no banheiro da balsa onde ficam os detentos que são transportados para Ashecliffe. Por isso há tantas correntes e algemas no local. Ele também não conhecia o seu novo parceiro "Chuck", que na verdade é seu psiquiatra Lester Sheenan. Tanto que Sheenan induz uma memória falsa dentro da fantasia criada por seu paciente; Os guardas de Ashecliffe sempre olham para Andrew/Teddy com desconfiança, sempre com as armas em punho, pois sabem que ele pode agir com violência; Apenas Teddy e Chuck estão empenhados nas buscas por Rachel Solando. Os demais guardas apenas estão fingindo, como parte da encenação; Chuck não demonstra habilidade policial em interrogatórios e até mesmo o manuseio de armas, como acontece na cena onde ele entrega sua pistola a um guarda; Interrogar funcionários não fazia parte da encenação. Quando Teddy finalmente consegue conversar com eles, é possível perceber o quão desconfortáveis todos estão. Uma das enfermeiras chega a debochar do detetive e diz que "o comum não faz parte do nosso dia a dia", claramente sendo irônica com a encenação conduzida por Cawley e Sheenan; Rachel Solando cometeu o mesmo crime de Dolores Chanal, a esposa de Andrew. Por conta disso, o detetive sofre gatilhos mentais quando tocam no assunto; Toda vez que o nome de Lester Sheenan é mencionado, a câmera corta para o rosto de "Chuck", sua persona dentro do psicodrama; "Chuck" sai brevemente do personagem na cena da cripta, quando Teddy conta dos possíveis experimentos realizados em Ashecliffe e sua relação com organizações federais anticomunistas. Quando ouve do parceiro a teoria, o falso detetive pergunta "E como combatemos os comunistas nessa ilha?", provavelmente assustado com as paranoias de seu paciente; Por dois momentos, Lester/Chuck tenta trazer a realidade aos olhos de Andrew: na cena da cripta, quando ele sugere que Rachel não é real, e na cena do quebra-mar, onde Chuck tenta mostrar o registro de Andrew Laeddis, seu paciente; Apenas Dr. Naehring e Warden não estavam interessados em participarem do psicodrama, justamente os personagens que queriam lobotomizar o ex-detetive. Portanto, suas interações foram diretamente feitas para Andrew, e não para Teddy. A ambiguidade existente no roteiro de Ilha do Medo só acontece pois estamos enxergando a narrativa do longa através da visão não-confiável do protagonista. Quando finalmente vemos a revelação trazida por seus psiquiatras, vemos que o filme também se dedica ao mostrar o duelo existente entre as formas modernas e humanizadas de psiquiatria contra as ferramentas autoritárias e arcaicas de controle de pessoas psicologicamente fragilizadas. Onde assistir ao filme Ilha do Medo? Na Netflix, o longa está disponível até o dia 13 de maio de 2026. É possível ver o filme gratuitamente no Mercado Play ou por aluguel no YouTube Apple TV+ e Amazon Prime Video. Vale a pena assistir ao filme Ilha do Medo? A produção de Scorsese obteve ótimas avaliações em veículos especializados. No IMDb, que contabiliza o voto dos usuários, o longa recebeu nota 8,2, baseado na interação de 1.2 milhão de votantes. Entre a crítica, a avaliação foi menos entusiasmada. No Metacritic, a nota do filme foi de 63. Já no Rotten Tomatoes, a porcentagem é de 69%. De acordo com o consenso do site, Ilha do Medo não está entre os melhores trabalhos de Scorsese, mas mostra o diretor em sua forma mais "desenfreada". Dos críticos que elogiaram o longa está Kim Newman, da revista Empire Magazine. Kim considera o suspense de Scorsese como uma "produção gótica suntuosa, cativante e arrepiante, com um coração firme e um fino humor sobre asilos". Já Peter Bradshaw, do jornal The Guardian, não suavizou na sua análise e considerou llha do Medo uma "história enrolada". "As atuações são sólidas e a direção está inspirada. Mas as grandes ambições de Martin Scorsese não se encaixam bem nisso que seria, essencialmente, um melodrama à moda antiga", descreveu Bradshaw. Martin Scorsese ao lado de Leonardo DiCaprio Reprodução/The Movie Database Ilha do Medo é o tipo de filme para ver mais de uma vez e prestando atenção em todos os detalhes. Revendo críticas antigas do longa no IMDb, percebe-se que sua história foi (e ainda é) subestimada por muitos. Aqui vemos Scorsese inserindo elementos que confundem à primeira vista, mas que ajudam a explicar a temática do filme em uma nova assistida. Ele também engrandece as possibilidades oferecidas no livro, possibilitando novas interpretações a partir de camadas subjetivas de narrativa. Mesmo não estando entre os melhores filmes de Scorsese, na minha opinião, Ilha do Medo se tornou um dos mais populares dos últimos anos. Vale destacar também a atuação de Leonardo DiCaprio na condução de um protagonista mentalmente fragilizado e o trabalho coadjuvante de Mark Ruffalo e Ben Kingsley no papel de dois médicos que tentam trazer a realidade usando métodos mais humanistas e menos coercitivos. Filmes parecidos com Ilha do Medo para assistir As Linhas Tortas de Deus (2022) Este suspense dramático espanhol presente na Netflix é tão parecido com Ilha do Medo que chega a parecer um possível plágio. Mas a obra dirigida por Oriol Paulo (O Inocente) se baseia no romance Torcuato Luca de Tena escrito ainda na década de 1970, enquanto o livro que originou Ilha do Medo foi escrito em 2003. O enredo aqui se passa em 1979, época em que a detetive Alice Gould se interna voluntariamente em uma clínica psiquiátrica para desvendar um assassinato. No entanto, sua sanidade é colocada à prova quando Alice confronta episódios nebulosos do seu passado. Alice Gould, protagonista do filme As Linhas Tortas de Deus Divulgação/Warner Bros. Pictures España Os Doze Macacos (1996) Estrelado por Bruce Willis (O Sexto Sentido), Brad Pitt (Bastardos Inglórios) e Madeleine Stowe (Vingança), o drama futurista acompanha a viagem de um homem ao passado para impedir que um vírus extremamente letal se dissemine pela Terra. Mas quando ele chega em 1996, o viajante é considerado louco e deve convencer sua psiquiatra de que está falando a verdade. O título está disponível para aluguel no Amazon Prime Video, Apple TV e Claro TV+. Os Doze Macacos Reprodução/IMDb Bugonia (2025) A comédia de humor ácido dirigida pelo grego Yorgos Lanthimos (A Favorita) acompanha o trabalho de dois primos socialmente desajustados para sequestrar uma poderosa empresária da indústria. De acordo com Teddy Gatz, o cabeça do sequestro, a CEO Michelle Fuller seria, na verdade, uma rainha alienígena por trás de um plano maquiavélico de destruição da raça humana na Terra. Por trás dessa ideia há, no entanto, traumas ainda não solucionados na vida de Gatz. Emma Stone (Pobres Criaturas) e Jesse Plemmons (Breaking Bad) estão no elenco desse filme disponível para aluguel no Amazon Prime Video, Apple TV, YouTube e Claro TV+. Bugonia está disponível para aluguel no Prime Video Divulgação/Prime Video Garota, Interrompida (1999) Baseado no livro de memórias da autora americana Susanna Kaysen, o drama é centrado nos dois anos que a autora passou em um hospital psiquiátrico. Depois de ser internada ao ser diagnosticada com borderline, Susanna faz amizade com a sociopata Lisa, a mitomâna Georgina e a bulímica Polly. Juntas, elas planejam uma fuga do hospital. Estrelado por Winona Ryder (Stranger Things), Angelina Jolie (Sr. e Sra. Smith), Clea DuVall (Nunca Fui Santa), Brittany Murphy (Sin City) e Elisabeth Moss (O Conto de Aia), Garota, Interrompida está no catálogo do Amazon Prime Video. Baseado na história de Susanna Kaysen, Garota, Interrompida venceu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante na edição de 2000 (com Angelina Jolie) Reprodução/Columbia Pictures K-PAX - O Caminho da Luz (2002) Kevin Spacey (House of Cards) e Jeff Bridges (O Grande Lebowski) estrelam juntos o drama sci-fi K-PAX - O Caminho da Luz, adaptação do livro homônimo de Gene Brewer. No enredo, um homem (Spacey) que se autodenomina alienígena de um planeta distante vai parar em um hospital psiquiátrico. Ele é atendido por Dr. Mark Powell (Bridges), que não acredita no seu relato. Entretanto, quando o paciente não reage aos medicamentos e coisas estranhas passam a acontecer na clínica, Mark está propenso a acreditar na palavra de seu paciente. O longa está disponível no Amazon Prime Video e Looke. K-PAX é estrelado por Kevin Spacey e Jeff Bridges Reprodução/Prime Video Com informações de Guardian, IMDb, Metacritic, Michigan Psychodrama Center, Rotten Tomatoes, People, Screenrant Esses FILMES DE TERROR até uma CRIANÇA sobreviveria! Esses FILMES DE TERROR até uma CRIANÇA sobreviveria! Mais do TechTudo Initial plugin text

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