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Governo americano diz que é crítica a situação de 20 mil tripulantes civis dos navios parados no Estreito de Ormuz | Collector
Governo americano diz que é crítica a situação de 20 mil tripulantes civis dos navios parados no Estreito de Ormuz
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Governo americano diz que é crítica a situação de 20 mil tripulantes civis dos navios parados no Estreito de Ormuz

Donald Trump suspende operação militar no Estreito de Ormuz O secretário de Estado americano afirmou nesta terça-feira (5) que está encerrada a fase ofensiva do conflito com o Irã e que os Estados Unidos preferem uma solução negociada. Disse também que é crítica a situação humanitária de 20 mil tripulantes civis dos navios que estão parados no Estreito de Ormuz. O que está acontecendo no Estreito de Ormuz já está impactando o seu bolso. Mais de 1,5 mil navios estão parados há mais de dois meses, impedidos de cruzar um dos pontos mais estratégicos do planeta. Uma situação que pressiona e faz subir o custo da energia dia após dia. Os americanos dizem que controlam o Estreito de Ormuz. Os iranianos também. Na segunda-feira (4), os Estados Unidos mobilizaram 15 mil militares, barcos e aeronaves para escoltar os navios parados. O Irã reagiu com mísseis e drones. Nesta terça-feira (5), o secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, disse que não considerou os tiros uma violação do cessar-fogo e, sim, uma “turbulência” que já era esperada. O governo dos Emirados Árabes afirmou que as defesas antiaéreas do país voltaram a rechaçar foguetes e drones lançados do Irã. O regime em Teerã nega os ataques. Donald Trump disse que o Irã deveria levantar a bandeira branca de rendição: “Eles são muito orgulhosos. Quando é que vão dizer basta?”, argumentou ele. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã disse que “não há solução militar para uma crise política”. Na prática, o estreito continua fechado. Só dois navios atravessaram na segunda-feira (4) e nenhum nesta terça-feira (5). Governo americano diz que é crítica a situação de 20 mil tripulantes civis dos navios parados no Estreito de Ormuz Jornal Nacional/ Reprodução O secretário de Estado americano, Marco Rubio, destacou a situação dos tripulantes civis desses navios. Segundo Rubio, dez já morreram e 23 mil, de mais de 80 países, correm risco com a escassez de alimentos e água potável a bordo. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina já aumentou mais de 50% desde que a guerra começou. Esse é um impacto tremendo no país onde 93% das famílias têm pelo menos um carro em casa. Uma pesquisa mostrou que já houve uma mudança de hábito: mais de 40% dos americanos afirmaram que estão dirigindo menos porque a gasolina está mais cara. Em outra frente, Donald Trump voltou a criticar o Papa. Em uma entrevista a uma rádio na segunda-feira (4) à noite, o presidente americano disse que Leão XIV aceita que o Irã tenha armas nucleares, e que isso coloca em perigo muitos católicos. O Papa respondeu nesta terça-feira (5) que a Igreja sempre condenou as armas nucleares e que acredita que, em vez de gastar bilhões com armas, seria melhor usar o dinheiro para enfrentar crises humanitárias e resolver os problemas através do diálogo. Na noite desta terça-feira (5), Donald Trump fez uma nova postagem em rede social. Ele afirmou que vai fazer uma pausa na operação militar que deveria escoltar navios no Estreito de Ormuz. Trump disse que atendeu a um pedido do Paquistão e de outros países, e que a interrupção temporária é uma tentativa de finalizar e assinar um acordo de paz. LEIA TAMBÉM Estados Unidos e Irã travam guerra de versões sobre reabertura do Estreito de Ormuz Irã diz ter impedido navios de guerra americanos de entrar em Ormuz; EUA negam que foram alvo de ataque Trump diz que Exército derrubou chuva de 110 mísseis do Irã contra barco porta-aviões dos EUA no Oriente Médio

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