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Studio Ghibli recebe o Prêmio Princesa de Astúrias de Comunicação e Humanidades 2026 por obras que 'transcendem gerações e fronteiras' | Collector
Studio Ghibli recebe o Prêmio Princesa de Astúrias de Comunicação e Humanidades 2026 por obras que 'transcendem gerações e fronteiras'
Jornal O Globo

Studio Ghibli recebe o Prêmio Princesa de Astúrias de Comunicação e Humanidades 2026 por obras que 'transcendem gerações e fronteiras'

A produtora japonesa de animação Studio Ghibli, cofundada em 1985 por Hayao Miyazaki, recebeu o Prêmio Princesa de Astúrias de Comunicação e Humanidades 2026 por obras que "transcendem gerações e fronteiras". Madrinha do punk: Cantora americana Patti Smith vence Prêmio Princesa das Astúrias de Artes de 2026 na Espanha Estúdio japonês: Studio Ghibli completa 40 anos, mas futuro parece incerto O estúdio, criador de sucessos como "Meu Amigo Totoro", "Princesa Mononoke" e "A Viagem de Chihiro", foi reconhecido "por ter transformado excepcionalmente a criatividade em conhecimento e comunicação", segundo a ata do júri da Fundação Princesa de Astúrias. Os jurados destacaram o "processo artesanal de grande imaginação" com que o Ghibli criou histórias universais marcadas por "empatia, tolerância e amizade", além do respeito pelas pessoas e pela natureza. Fundado há mais de quatro décadas por Hayao Miyazaki, Isao Takahata e o produtor Toshio Suzuki, o estúdio se tornou um dos centros de animação mais famosos do mundo, com desenhos feitos à mão, pinturas acrílicas e aquarelas, além de personagens femininas fortes. Profundidade Apesar de abordar temas como amor pela natureza, tolerância e respeito, as obras do Studio Ghibli costumam esconder múltiplas camadas que aparecem a cada nova exibição. Pesquisas que reduzam desigualdade: Prêmio Jovem Cientista prorroga as inscrições para até 14 de agosto Takahata, morto em 2018, e Miyazaki pertencem à geração que conheceu a guerra e também incorporaram elementos sombrios à sua narrativa, explicou Goro Miyazaki, filho de Hayao, à AFP no ano passado. — Não há apenas doçura, mas também amargura e outras coisas que se entrelaçam magnificamente na obra — afirmou, ao evocar um "cheiro de morte" que impregna os filmes. Referência internacional da animação, o Studio Ghibli acumula reconhecimentos como uma Palma de Ouro honorária e dois Oscars de Melhor Animação por "A Viagem de Chihiro" (2001) e "O Menino e a Garça" (2023), dirigidos por Miyazaki. O cineasta, de 85 anos, anunciou várias vezes sua aposentadoria, mas voltou para dirigir "O Menino e a Garça", seu filme mais recente. Depois de Patti Smith O prêmio de Comunicação e Humanidades é o segundo dos oito desta edição, considerados os mais prestigiosos do mundo ibero-americano e concedidos pela Fundação Princesa de Astúrias. No ano passado, a categoria premiou o filósofo e ensaísta alemão de origem sul-coreana Byung-Chul Han. A série deste ano começou na semana passada com o Prêmio Princesa de Astúrias das Artes, concedido à cantora americana Patti Smith. Criadas em 1981, as distinções são dotadas de 50.000 euros (R$ 289.000) e uma escultura do falecido artista catalão Joan Miró. Os prêmios são entregues pela princesa Leonor e pelos reis Felipe VI e Letizia em outubro, em Oviedo, capital de Astúrias.

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