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Justiça anula júri e solta réus em caso de jovem morta após emboscada em Campos | Collector
Justiça anula júri e solta réus em caso de jovem morta após emboscada em Campos
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Justiça anula júri e solta réus em caso de jovem morta após emboscada em Campos

Justiça anula júri sobre morte de universitária em Campos Os desembargadores da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anularam o júri popular que havia condenado os acusados pelo assassinato da universitária de 25 anos, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, em 2017. A decisão foi publicada nesta semana. Com isso, os executores dos disparos e a mulher apontada como mandante do crime foram colocados em liberdade e vão responder a um novo julgamento. Segundo os desembargadores, houve comprometimento da imparcialidade dos jurados durante o julgamento realizado em julho de 2021, no Fórum Maria Tereza Gusmão de Andrade, no próprio município de Campos. Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. De acordo com o processo, durante um intervalo da sessão, um dos jurados ouviu uma conversa entre dois réus, Igor Magalhães e Wermison Carlos Ribeiro, apontados como executores. Na ocasião, eles teriam feito referência ao intermediário do crime, Marcello Henrique Damasceno. À época, o juiz responsável determinou que Marcello fosse julgado separadamente. Já Igor, Wermison e a mulher apontada como mandante, Luana Barreto de Sales, foram julgados juntos e condenados a penas que variaram entre 13 e 24 anos de prisão. Marcello foi julgado meses depois e também condenado. Ainda em 2021, as defesas recorreram pedindo a anulação do julgamento, alegando prejuízo à imparcialidade dos jurados. O pedido foi aceito agora pela Justiça. Com a decisão, os réus foram colocados em liberdade. A mulher deixou a prisão na última sexta-feira. Os executores já cumpriam pena em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica. Um deles, Wermison, morreu em um acidente de moto na Ponte da Lapa. Marcello Henrique Damasceno segue preso e aguarda a análise de um recurso apresentado pela defesa. Justiça anula júri e solta réus em caso de jovem morta em Campos Reprodução Redes Sociais Relembre o caso A universitária Ana Paula Silva Ramos, de 25 anos, foi baleada em agosto de 2017, no Parque Rio Branco, em Guarus, em Campos dos Goytacazes. Ela foi atingida na cabeça e no tórax, chegou a ser socorrida para o Hospital Ferreira Machado, mas teve morte cerebral confirmada dias depois. Segundo a Polícia Militar, a vítima estava na Rua Comendador Pinto quando foi abordada por homens em uma bicicleta. Ainda de acordo com a corporação, ela entregou pertences, mas foi baleada. As investigações da Polícia Civil apontaram que o crime foi uma emboscada planejada pela cunhada da vítima, que também seria madrinha de seu casamento. As duas se conheciam desde a infância e, no dia do crime, teriam combinado de sair juntas. O caso teve grande repercussão na cidade. Segundo a polícia, o grupo envolvido teria se reunido no dia anterior para planejar a ação. Na época, Luana Barreto de Sales foi condenada a 24 anos de prisão em regime fechado. Igor Magalhães e Wermison Carlos Ribeiro receberam penas de 13 anos de reclusão. Já Marcello Henrique Damasceno, apontado como intermediário, foi condenado a 13 anos em regime fechado. LEIA TAMBÉM: 8º BPM de Campos troca de comando menos de dois meses após posse histórica Foragido por homicídio e tráfico é preso com pistola e munições na zona rural de Cambuci Incêndio avança sobre vegetação e chamas chegam perto de casas em Porciúncula

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