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União Europeia chega a acordo e proíbe IA de criar imagens de nudez sem consentimento | Collector
União Europeia chega a acordo e proíbe IA de criar imagens de nudez sem consentimento
Jornal O Globo

União Europeia chega a acordo e proíbe IA de criar imagens de nudez sem consentimento

Os Estados-membros da União Europeia e o Parlamento Europeu chegaram a um acordo nesta quinta-feira para proibir ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar imagens de nudez de pessoas reais sem consentimento. Vídeo: Robô humanoide se torna monge budista em cerimônia na Coreia do Sul Veja: Startup Genesis AI revela seu primeiro modelo de robô, com mãos capazes de realizar tarefas precisas A medida foi impulsionada pela repercussão de uma função introduzida meses atrás no Grok, assistente de inteligência artificial ligado a Elon Musk, que permitia a usuários solicitar a criação de imagens hiper-realistas — os chamados deepfakes — de adultos e crianças nus a partir de fotografias reais, sem autorização. O recurso provocou forte reação em diversos países europeus e levou à abertura de uma investigação na União Europeia. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, denunciou a circulação de imagens falsas criadas por inteligência artificial com sua aparência e classificou a ferramenta como uma "ferramenta perigosa". O que muda com a nova regra? Segundo o Parlamento Europeu, a proibição mira sistemas capazes de criar imagens, vídeos e sons de caráter pedopornográfico, além de conteúdos que exponham partes íntimas de uma pessoa identificável ou a retratem participando de atividades sexuais sem consentimento. A nova regulamentação entrará em vigor em 2 de dezembro de 2026. Até lá, serviços de inteligência artificial terão de implementar mecanismos de segurança capazes de impedir a geração desse tipo de conteúdo. A medida integra uma revisão da legislação europeia sobre inteligência artificial, considerada pioneira e formalmente aprovada há dois anos. No mesmo acordo, os 27 países do bloco e os eurodeputados também decidiram adiar a entrada em vigor das normas voltadas à regulação dos chamados sistemas de inteligência artificial de alto risco, usados em áreas sensíveis como segurança, saúde e direitos fundamentais.

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