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Hantavírus em cruzeiro: trinta passageiros já tinham deixado o navio em abril, antes de alerta sanitário, diz operadora | Collector
Hantavírus em cruzeiro: trinta passageiros já tinham deixado o navio em abril, antes de alerta sanitário, diz operadora
Jornal O Globo

Hantavírus em cruzeiro: trinta passageiros já tinham deixado o navio em abril, antes de alerta sanitário, diz operadora

Trinta passageiros desembarcaram do cruzeiro MV Hondius em 24 de abril, na ilha de Santa Helena, antes de o surto de hantavírus associado à embarcação ganhar dimensão internacional. A informação, divulgada pela operadora Oceanwide Expeditions, acrescenta um novo elemento a ser observado pelas autoridades de saúde, que já monitoram uma cadeia de possíveis exposições. Entenda: o que é o hantavírus letal e como ele se espalhou em um navio de cruzeiro? Expectativa: cruzeiro afetado por hantavírus chegará às Ilhas Canárias em '3 a 4 dias', diz Espanha Hantavírus: após crise em navio de cruzeiro, relembre surto de infecção nos anos 90 que causou mortes no Brasil O MV Hondius segue agora rumo às Ilhas Canárias com 146 pessoas a bordo, todas sob "medidas rigorosas de precaução", depois de permanecer ancorado por três dias perto de Cabo Verde. O navio está ligado a três mortes e oito casos identificados de hantavírus — três confirmados e cinco suspeitos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A revelação sobre os 30 passageiros que deixaram a embarcação antes do agravamento da crise sanitária amplia o desafio de rastreamento internacional, já que parte dos ocupantes pode ter seguido viagem para diferentes destinos antes da adoção de protocolos mais rígidos. Autoridades de saúde da África do Sul detectaram em dois pacientes confirmados a cepa Andes do hantavírus, variante predominante na América Latina e associada, em surtos anteriores, à rara transmissão entre humanos em situações de contato muito próximo. "É muito diferente da Covid e da gripe", afirmou Maria Van Kerkhove, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS). "Não estamos falando de contato casual a certa distância entre as pessoas, mas sim de contato realmente físico." Enquanto isso, a Espanha prepara a chegada do navio a Tenerife. Segundo o plano sanitário anunciado, todos a bordo passarão por avaliação médica. Passageiros estrangeiros considerados aptos serão repatriados, e os espanhóis seguirão para quarentena em um hospital militar em Madri. "Não haverá risco", afirmou Mónica García, ministra da Saúde da Espanha, acrescentando que a operação "evitará contato" entre os ocupantes do navio e moradores das Ilhas Canárias. Mesmo com a garantia do governo central, a decisão enfrenta resistência regional. "Não posso permitir que [o barco] entre nas Canárias", declarou Fernando Clavijo, presidente das Canárias. "Essa decisão não se baseia em nenhum critério técnico e tampouco nos deram informações suficientes." Com novos detalhes sobre passageiros que deixaram o navio antes do alerta, o foco das autoridades agora se divide entre receber a embarcação em segurança e localizar quem pode ter sido exposto ao vírus fora dela.

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