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Longevidade financeira: investimentos para começar antes dos 30 anos
Jornal O Globo

Longevidade financeira: investimentos para começar antes dos 30 anos

Em um mundo cada vez mais imediatista, com grande apelo para o consumo, o planejamento financeiro nem sempre tem prioridade entre os jovens. No entanto, aprender desde cedo a organizar seu orçamento mensal, de forma a ter sempre uma reserva, e aprender a usar os instrumentos financeiros adequados para multiplicá-la tem se provado um verdadeiro trunfo para a criação de um “colchão de segurança” para a aposentadoria. — O planejamento financeiro é extremamente importante para a longevidade, porque permite que você decida como quer chegar na terceira idade. O dinheiro bem utilizado possibilita que a pessoa se organize para chegar na aposentadoria com saúde, autonomia física e preparada para possíveis gastos emergenciais — explica Bernardo Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência. O tempo é um dos grandes aliados do planejamento financeiro. Por isso, quanto mais cedo se começa a organizar o orçamento e a criar a reserva financeira, melhor. — Quando você destina parte da sua renda para uso em longo prazo, há um benefício direto que é o de rendimento sobre rendimento. Aquele dinheiro reservado rende um mês e, em seguida, o rendimento será em cima desse novo valor. Se levarmos em consideração que todo investimento vai se dar mais ou menos na margem da atual taxa de juros (Selic), de 14,50%, é bastante para uma pessoa que quer fazer um investimento de longo prazo — ensina Castello. Bernardo Castello, diretor-presidente da Bradesco Vida e Previdência Divulgação Dê o primeiro passo É possível começar sem sacrifício. Uma boa forma de avançar é organizar as despesas pessoais de acordo com seus gastos correntes, como moradia, alimentação, saúde, lazer, entre outros. Dessa forma, evita-se o descontrole de gastos e, consequentemente, dívidas desnecessárias. Uma vez identificada a quantia necessária para cobrir os gastos mensais, é hora de reservar uma parte do orçamento para engrossar o “pé de meia”, a ser usado na aposentadoria. Castello recomenda ainda que mais dois montantes sejam separados: um para emergências e outro para a realização de sonhos. — É importante ter essa reserva para a realização dos sonhos, como a casa própria, o casamento ou uma viagem. A vida não pode ser tão austera — lembra Castello. — E isso é uma coisa que o planejamento financeiro possibilita, e quanto mais cedo a pessoa começar, mais anos de retorno de investimento terá. Ao contrário do que muitos possam pensar, não é preciso juntar muito dinheiro para começar a poupar. Qualquer quantia a ser reservada já representa um ganho. — Tradicionalmente, recomenda-se que se reserve entre 15% e 20% do total da renda mensal. Mas sabemos que, dependendo da condição financeira da família, nem sempre isso é possível. O importante mesmo é começar, com valores adequados ao que a pessoa tem. Quem guarda R$ 100 por mês sem realizar nenhum tipo de aplicação vai ter R$ 1.200 ao fim do ano — exemplifica. Quem quer acelerar esse crescimento deve escolher um investimento financeiro com boa rentabilidade e baixo risco. O primeiro passo é se informar e escolher uma instituição com boa reputação no mercado. — Hoje vemos muitos perfis de aconselhamento financeiro na internet. Saiba com quem se aconselhar sobre investimentos. Não acredite em ofertas de rentabilidade absurda. Procure uma instituição financeira idônea, com capacidade para orientá-lo de forma correta — alerta Castello Em seguida, é hora de escolher o instrumento financeiro apropriado. Além da rentabilidade, muitos planos oferecem ainda opções de cobertura complementares, como pensão do cônjuge ou do filho. São mecanismos acessórios similares aos oferecidos pela previdência pública. — São complementos bem importantes caso uma pessoa venha a faltar. Tiro por mim mesmo. Perdi meu pai aos dez anos, mas, graças à cobertura contratada por ele, minha mãe recebe até hoje uma pensão vitalícia — confidencia. Com todos os instrumentos financeiros disponíveis, disciplina e organização, aproveitar a vida pós-crachá pode ser mais tranquilo.

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