Jornal de Brasília
Eu estava saindo aqui da academia do Leblon para a minha manhã quando a matéria do Valmir Moratelli na Veja me travou no meio do caminho. Parei tudo, voltei, reli duas vezes. Não consegui seguir em frente com a cabeça nessa história, e já tentei contato com a Ludmilla, porque eu preciso ouvir dela como isso está sendo, quero marcar um café, um chá da tarde, o que ela puder. Ludmilla entrou na Justiça para assegurar o direito de usar o próprio nome artístico como marca registrada para comercialização de produtos. O INPI, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, negou os pedidos dela feitos em 2015, alegando conflito com registros prévios de uma outra artista, a cantora e atriz Ludmilla Anjos de Souza, que tem marcas semelhantes cadastradas com anterioridade. Tanto “Ludmilla” quanto “MC Ludmilla” foram barradas pelo órgão. Ludmilla briga na Justiça pelo direito ao próprio nome como marca comercial | Divulgação Ludmilla foi destaque no Music Video Festival ao conquistar dois prêmios na noite desta quarta-feira (25).(Crédito: Lyz Oliveira) Ludmilla homenageia o Tecno Brega em São Paulo. Crédito: Lucas Menezes Vale entender o que está de fato em jogo: o nome é personalíssimo, então a funkeira não perde o direito de se chamar Ludmilla, segundo fontes jurídicas ouvidas pela coluna GENTE da Veja. O que ela pode perder é o direito de explorar esse nome comercialmente como produto, numa eventual colisão com o registro da outra. É a diferença entre existir e lucrar com a própria existência. Nas redes, a confusão foi instantânea e os títulos viraram apocalipse. Todo mundo achou que Ludmilla ia perder o nome, o público entrou em pânico coletivo, e a interpretação errada correu mais rápido que a correção. A artista não se pronunciou publicamente, e a equipe dela também não apareceu para esclarecer nada. Brasil sendo Brasil: você constrói um dos maiores impérios do funk do país, vira referência continental, e descobre que tem outra dona do seu nome arquivada numa gaveta do governo desde antes de você ser famosa. Eu estou esperando o retorno da Ludmilla, e se ela topar o café, essa coluna tem segunda parte.
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