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Testemunhas são ouvidas pela Justiça em caso de corretora morta por síndico A Justiça ouviu testemunhas do caso da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, morta pelo síndico do prédio em que ela morava, em Caldas Novas. Ao g1, Lucas Xavier, advogado da família da vítima, contou que a audiência durou cerca de 7h devido a complexidade do caso. O g1 entrou em contato com a defesa de Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, acusado do crime, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. As testemunhas foram ouvidas pela juíza Vaneska da Silva Baruki, em Caldas Novas, na quarta-feira (6). De acordo com o advogado, entre as testemunhas estavam familiares da vítima e do síndico, como o filho e esposa dele, além dos delegados que investigaram o caso. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A família de Daiane é representada pelos advogados Lucas Xavier, Samuel Moreira, Fidel Braga e Arnaldo Segatto. De acordo com eles, a instrução e julgamento do caso foi dividida em duas audiências, com a próxima prevista para o dia 9 de julho para ouvir as demais testemunhas. O objetivo das audiências é decidir se Cleber Rosa irá ou não a júri popular. Ele foi preso após confessar o crime e mostrar à Polícia Civil o local em que havia deixado o corpo de Daiane, no dia 28 de janeiro deste ano. De acordo com dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), ele continuava preso até a última atualização desta reportagem. Entenda o caso Vídeo mostra momento em que corretora é atacada no subsolo de prédio Daiane Alves Souza de Oliveira desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, quando desceu ao subsolo do prédio onde morava para verificar uma queda de energia. Um vídeo gravado por ela e divulgado pela Polícia Civil mostra o momento em que Daiane chega ao subsolo e vai até os quadros de luz, mas é atacada (veja acima). LEIA TAMBÉM: MOTIVAÇÃO: Corretora e síndico começaram histórico de brigas após ele perder administração dos apartamentos da família da vítima CAUSA DA MORTE: Corretora morta por síndico em Caldas Novas tinha bala alojada na cabeça, diz advogado CRIME: Corretora foi morta no subsolo de prédio entre 19h e 19h08, após último registro em câmeras, diz delegado Cerca de 40 dias depois, a polícia prendeu o síndico, que confessou o crime. Apesar de confessar, o síndico não havia informado como matou a corretora. No decorrer das investigações, a polícia encontrou o celular de Daiane, que estava escondido em uma tubulação de esgoto e fez perícias no subsolo do prédio, no carro do síndico e no local onde o carro dela foi encontrado. De acordo com a Polícia Científica, Daiane foi morta na mesma noite do dia 17 de dezembro com dois tiros na cabeça. O corpo da vítima foi deixado, em uma área de mata a 15 km de Caldas Novas. Corpo de corretora foi encontrado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em Goiás Arte/g1 De acordo com o delegado João Paulo, a recuperação do último vídeo gravado pela corretora foi o último ato da investigação. "Foi aí que conseguimos comprovar que o crime foi premeditado e cometido mediante emboscada", destacou. Motivação Entenda briga que pode ter sido motivo do assassinato da corretora em Goiás Cléber e Daiane tinham um histórico de brigas que evoluíram para processos na Justiça. Segundo a polícia, os conflitos eram motivados pela administração dos seis apartamentos da família da vítima, que antes era feita pelo síndico. “O síndico administrava [os apartamentos] e eles [família da vítima] passaram a administração para Daiane. Desde então, houve uma série de atritos. Ele foi denunciado por perseguição”, contou o delegado. Ao todo, são 12 os processos que envolvem Cléber e Daiane na Justiça. Quando Daiane ainda estava desaparecida, o síndico foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) pelo crime de perseguição contra a corretora. O síndico Cleber Rosa de Oliveira confessou ter matado a corretora Daiane Alves Souza Wildes Barbosa/ O Popular e Arquivo Pessoal/ Nilse Alves Pontes Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás
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