Collector
Elon Musk é alvo de investigação da Justiça francesa em caso relacionado à rede social X | Collector
Elon Musk é alvo de investigação da Justiça francesa em caso relacionado à rede social X
Jornal O Globo

Elon Musk é alvo de investigação da Justiça francesa em caso relacionado à rede social X

O bilionário Elon Musk é alvo de uma investigação judicial em aberto em Paris por possível má conduta de sua rede social X, em um processo iniciado em janeiro de 2025, disseram fontes próximas ao caso à AFP nesta quinta-feira (7). O X vem sendo investigado desde o ano passado, após denúncias de deputados sobre o viés em seus algoritmos, que poderia ter alterado seu funcionamento e interferido na política francesa. Escritórios são alvos de busca: Procuradoria da França chama Musk para depor em investigação sobre abuso sexual infantil no X Acordo fechado: SpaceX absorve xAI antes da megaoferta de ações da empresa de Elon Musk As investigações foram ampliadas para outros crimes, como cumplicidade na divulgação de pornografia infantil, e para o papel do Grok, seu assistente de IA, na disseminação de conteúdos negacionistas e imagens falsas de caráter sexual. O processo deu mais um passo, já que a justiça nomeou um juiz de instrução para investigar o X, Musk e a ex-diretora-geral da rede social, Linda Yaccarino, segundo as informações divulgadas pelo jornal Le Monde. Este magistrado deverá decidir, em particular, sobre uma possível cumplicidade na divulgação de imagens de pornografia infantil. Musk não respondeu à intimação da Justiça francesa de 20 de abril para prestar depoimento de forma voluntária. — A investigação demonstrou que havia motivos para (...) nomear um juiz de instrução — disse o deputado centrista Éric Bothorel, que levou o X à justiça, assim como o socialista Arthur Delaporte, à AFP. A ausência de Musk "não foi um obstáculo para a continuação da investigação", afirmou Delaporte em um comunicado, para quem "os conteúdos perigosos e ilegais se multiplicam em todas as redes sociais". Desde o início das investigações, que levaram à busca nas instalações do X na França, o magnata qualificou os promotores franceses de "atrasados mentais" e considerou o caso como um "ataque político". A Procuradoria de Paris, que não respondeu imediatamente à AFP, está na vanguarda da luta contra a impunidade dos gigantes da internet na França e também abriu investigações sobre o Telegram, o Kick e o TikTok.

Go to News Site