Jornal O Globo
A guerra de notas oficiais envolvendo Palmeiras, Flamengo e Grêmio tem como pano de fundo o acordo bilateral de cariocas e gaúchos na Libra não exposto nos comunicados recentes. Depois de o Grêmio mudar de lado e apoiar o Flamengo no acordo geral que possibilitou a paz no bloco, os demais clubes, sobretudo o Palmeiras, se revoltaram em função do que veio a seguir. Segundo fontes relataram ao blog, o Flamengo acertou que da quantia gerada pelo acordo, de R$ 150 milhões a mais por ano, repassaria R$ 6 milhões ao Grêmio. Só que este montante total já seria formado por repasse dos clubes, inclusive o Grêmio, na ordem de R$ 4,5 milhões. Ou seja, o saldo será de R$ 1,5 milhão cedido pelo Flamengo por ano até 2029. Nas negociações o Flamengo teria prometido a vantagem para o acordo final do bloco, mas o Grêmio ficaria com apenas R$ 11 milhões a mais, o Palmeiras com R$ 40 milhões e o Flamengo, R$ 150 milhões. Em comunicado publicado nas redes sociais, o Palmeiras classificou como “mentiroso” o conteúdo da manifestação assinada por cariocas e gaúchos e voltou a criticar o modelo de negociação adotado dentro do bloco. O Palmeiras também mencionou “falsas narrativas” e reforçou os argumentos apresentados ao anunciar sua saída da Libra, confirmada na última terça-feira. Segundo o Palmeiras, o Grêmio não terá receitas adicionais decorrentes de qualquer documento assinado pelo clube alviverde. A diretoria paulista afirmou ainda que o novo acordo prevê, na prática, um pagamento anual fixo ao Flamengo por parte dos demais integrantes signatários. De acordo com o comunicado de Flamengo e Grêmio, o rubro-negro e o tricolor gaúcho "ampliarão suas participações nas receitas de audiência em relação ao modelo anteriormente proposto, assegurando receitas adicionais para ambos os clubes".
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